quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As caras presidenciavéis

“Não que eu não fosse a pessoa que os amigos conheciam;
mas eu era também outra pessoa [...] realmente outra pessoa,
sendo essa pessoa secreta a verdadeira”(MICHAEL RYAN).


No entender de David Hume (apud DELEUZE, 2001, P.31), “somente quando um caráter é considerado em geral, sem referência ao nosso interesse particular, é que ele produz essa consciência e esse sentimento que permitem chamá-lo moralmente bom ou mal”. Porém, todo mundo, a priori, julga pela aparência, sim. De acordo com esse julgamento ou pensamento se aproxima ou se afasta do outro. O preconceito não está em julgar, mas na falta de oportunidade para que o outro, objeto do olhar crítico, intolerante ou enviesado, possa mostrar que é diferente, para melhor, da primeira impressão que corroborou para um determinado enquadre ou conclusiva. Porém, essa chance não terá a menor serventia se a ideia inicial não for desvencilhada ou neutralizada, ou, ainda, colocada em “banho Maria”. Caso contrário, não tardará, a partir de dados pouco seguros, mas providencialmente convenientes para forjar e confirmar a hipótese preconceituosa.

Muitos se afastam ou evitam negro, gay, pobre, mal encarado ou que passam uma energia ruim etc. Não é à toa a existência da dita sala VIP. A figura assim classificada não pode se misturar ou ficar, por exemplo, junta aos demais cidadãos em um saguão de aeroporto. Embora todos embarquem no mesmo avião, entretanto, a maioria faz parte da classe econômica, e as personalidades, uma minoria, se acomoda na classe executiva com mais espaço, conforto etc. O medo de se misturar (mixofobia), somente relaxa em situação de pânico, ou acaba em definitivo quando, obviamente, a aeronave cai. Somos socialmente preconceituosos, isso é uma construção. É preciso um esforço para fazer valer os seguintes conceitos: “não se deve julgar pela aparência”, “quem ver cara não vê coração”. Pessoas absolutamente ridículas se acham e se dão ao direito de criticar e discriminar, isso lhes proporciona a ilusão de poder. A grandeza de espírito está em compreender e aceitar as fraqueza e vulnerabilidade do outro, na condição de hóspede. Na ótica de Derrida (apud MATOS, 2006, p.65), “a hospitalidade é antecipadamente aberta a quem não é esperando nem convidado, a todo aquele que chega como visitante [...] e que não é nem identificável nem previsível”.

Embora, em alguns casos, julgar pela aparência salve de um bandido maltrapilho, quase sempre é surpreendente não discriminar o bandido elegante, bem vestido, porque espertamente ele subverteu essa lógica. Mas, enfim, é preciso maturidade, sensatez, tolerância1 para ir além da aparência, empenhar esforço racional e reflexivo para não se deixar eclipsar pela primeira e instantânea impressão. Esta que se convencionou como sendo a que mais marca ou fica, certamente porque cola na retina fotográfica das informações e registros estereotipados, subjacentes em quase todos os arquivos mentais. Portanto, deve se trabalhar a causa desse primeiro impacto, para que, por meio de uma análise superficial, não aprove ou condene um cartão postal ou de visita.

Segundo Reich (apud BOADELLA, 1992, p.113), “O caráter de uma pessoa é sua história congelada; quando o caráter se suaviza, a história derrete-se e torna-se novamente fluida; o passado deixa de ser uma armadilha em que as pessoas ficam presas”. Existem pessoas que, mesmo contando com um histórico de dor na sua biografia, passam um semblante saudável, a ponto de se indagar: “nem parece que esse ser humano sofreu tanto?!”. Outras, por vezes, jovens, bonitas, de boa condição socioeconômica, transparecem um azedume, traços perversos de boneco assassino, que causam certo desconforto, repugnância ou mal-estar. Outras, ainda, apesar de lindas, ricas e famosas, remetem à própria dor em pessoa.

Nesse último exemplo, a atriz Maitê Proença é quem melhor explicita essa condição, sua musculatura e expressões estão impregnadas de dores. Isso, de alguma maneira, perfeitamente compreensível pelos fatos trágicos ocorridos na sua vida, como me disse, com muito respeito, uma sua amiga: “a Maitê é uma sobrevivente”. Essa atriz parece que não conseguiu exorcizar sua dor por meio dos personagens que representa no cinema, teatro e TV, ou não se deu conta ou não conseguiu abrir mão desse pesado e doloroso passado. Carrega uma couraça, uma crosta que nem o sorriso consegue aplacar. Seu sorriso sugere uma tristeza profunda que exala d’alma. Ela tenta esquecer essa dor se danando pelo mundo, como se evidencia no seu livro Uma vida inventada... (2008); tentado se passar por anônima, por vezes até se arriscando na tentativa de aliviar ou deixar sua dor depositada nos picos das montanhas de países íngremes e longínquos. Na verdade, a Maitê é tão bela quando dolorida, e sua beleza não consegue maquiar ou disfarçar sua dor.

As pessoas belas, ou não tão belas, mas alegres, simpáticas, como dizem: “para cima”, despertem a vontade de ficar perto delas, pois, indiscutivelmente é difícil não se deixar arrebatar pelo bem-estar de sua energia. Tem um brilho no olhar que parece proveniente da vontade de viver ou, simplesmente, da felicidade de estarem vivas. Outras, de tão pesadas, frustradas, carregadas e “feias”, emanam uma energia densa, raivosa, típica de trabalhador em ônibus lotado. Não tem quem não seja negativamente tocado por essa atmosfera nublada, caso tenha que utilizar esse ou algum outro tipo de transporte público, em especial, no final do segundo expediente. O famoso “desodorante vencido” parece ser menos incômodo e ofensivo.

Traçando um paralelo com esses aspectos acima comentados, pode se observar que os três principais presidenciais não têm carisma ou simpatia2. Certamente, estão mais para zumbis, mortos vivos, que lembram o dito popular: “eles morreram, mas esqueceram de enterrá-los”. Tem cara de convalescentes ou doentes, dos seus semblantes não irradiam um mínimo de satisfação ou bem-estar, mesmo dando o desconto do desgaste de campanha. A Dilma, recauchutada, não consegue disfarçar seus sinais de feiúra (mais do que a carcaça, me parece que sua feiúra transparece de dentro), além dos seus gestos largos e meio masculinizados, boneca de ventríloquo, com falha de fabricação que escapou ao olhar vigilante do controle de qualidade; a Marina parece o tempo todo que está gastando, com sua voz, um tanto esganiçada, as suas últimas reservas de oxigênio dos seus pulmões. Será que é por isso que, politicamente correta, ela combate justamente o desmatamento? Por outro ângulo ela parece aquele tipo sobre o qual o senso comum diz: “essa menina é magra de ruim” ou “isso não morreu de ruim que é”. O Serra parece um membro da família Addams, meio papa defunto, cabeça de ET. Três figuras de aparência bem distante de qualquer referência de saúde. É obvio que isso não tem relação direta com a competência, com a lisura moral e a ética, mas, a julgar pelas máscaras bizarras, não teriam força e disposição para segurar as rédeas do gigantesco e violento Brasil, perturbado pelo eterno descaso e pelos péssimos exemplos de administração e emprego do dinheiro público. Como um desses presidenciáveis desmilinguidos conseguirá domar este dragão?

A premissa de que a mente sã implica em corpo são, seu contrário também deve verdadeiro. Quem tem, seja saúde física, seja saúde mental, em algum nível, deixa isso transparecer, não tem como camuflar ou esconder o que é força vital da natureza. A doença pode ser maquiada, uma fachada bonita pode esconder podridão ou ruínas. Não tem como se ater aos seus discursos, é sabido que, de antemão, não são verdadeiros, e muito menos que vão cumprir as propostas pelas quais, veementemente, tentam convencer. São discurso, meras retóricas, que não resultam em nada ou reforçam que estão comprometidos e que, assim, praticamente repetirão os mesmos vícios do poder: “garantir durante a gestão a engorda dos próprios bolsos”.

Portanto, resta apenas para a maior parte dos eleitores um esforço tremendo para vislumbrar, a partir de suas imagens e posturas, algum indício de verdade, autenticidade etc. Político, infelizmente, não passa por tempo de experiência para assumir o cargo. Assim, uma avaliação incorreta pode nos custa quatro anos bem caros. Os principais presidenciáveis inevitavelmente são objetos de críticas, bem como do reconhecimento de algum mérito. Mas, nenhum deles é confirmadamente um potencial intelectivo (se é que isso, no Brasil, resolve! Lembremos do FHC.F.CF.H), em relação ao qual a aparência não teria qualquer relevância.

Uma vez eleito, que um dos três “não feche a botina”, como fez Tancredo. O Lula apesar do passado de miséria cantado e usado em verso e prosa no apelo para se eleger, a língua pegada, a péssima dicção, e a paranóia de justificar os próprios erros e inadequações como produto das tramóias da oposição, demonstrava alguma energia, mesmo que de coronel do mato ou capataz. O próximo presidenciável caso não capriche na maquilagem para a foto oficial, isso, certamente, irá contradizer a imagem do bronze e frescor de um povo jovem - já nem tão - e feliz. Porque é isso que os turistas estrangeiros buscam, do contrário estará representando fielmente a verdade: o país do abismo entre as classes3, fruto da “esperteza” ou falta de ética na política, faz da base da sua pirâmide o lastro social da feiúra, repulsão, pavor e medo.

Finalmente, o que tem de novo nessa disputa presidencial diz respeito da concorrência em duas mulheres e um homem, ou seja, mesmo que o presidente do Brasil não venha a ser uma mulher, as mulheres, no campo do simbólico, já tiveram essa vitória, resultado do seu investimento que se processa havia tempo. A prova cabal de que a mulher, realmente, está conquistando espaços. Mas, nos demais aspectos, levando-se ou não em conta a beleza ou a feiúra, tudo continua a mesmice de sempre, mais uma vez o brasileiro é colocados diante do cesto com frutas estragadas: no qual terá de escolher entre elas a supostamente aproveitável.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Algumas palavras usadas pela Igreja

Adorar

Ato com que se atesta a excelência de alguém e diante de quem se prostra em piedosa submissão.
Em sentido mais estrito, significa o gesto com que se reconhece Deus como princípio e fim, e Senhor soberano de todas as coisas.
Ágape

O termo vem do grego: agápe, que significa amor. Com o sentido de banquete, foi usado pelo cristãos, nos quatro primeiros séculos, comemorando a ceia de Cristo.
Atualmente, a palavra ágape é empregada para significar a santa comunhão, o banquete eucarístico.

Alamar

Termo empregado para designar a presilha que mantém atada a capa de asperges.
Também significa o torçal que une a estola sacerdotal sobre o peito do que dela faz uso.

Álapa

Uma leve tapa na face do confirmando, por ocasião da administração da crisma. Historiadores eclesiásticos dizem que, a princípio, o Bispo dava um beijo no rosto do crismando. Posteriormente, o ósculo foi substituído por uma suave bofetada para significar a intrepidez da fé.

Aleluia

Aclamação litúrgica, tirada do hebreu, que significa “louvai o Senhor”. É frequente nos salmos. Na liturgia, é empregada como expressão de alegria e louvor. Não é usada na Quaresma, mas é muito frequente no Tempo Pascal.

Alfa e ômega

Primeira e última letra do alfabeto grego, respectivamente. São usadas na Bíblia para designar Jesus Cristo como o começo e o fim de tudo.
Na liturgia da Vigília Pascal emprega-se esta imagem na bênção do círio pascal.

Altar

Ara ou pedra destinada aos sacrifícios. Para os cristãos é, além disso, mesa para o banquete comunitário. O altar fica no presbitério e deve ser o centro da atenção. O altar representa o Cristo. É por essa razão que lhe é prestada honra (beijo, incenso…) e que não se pode colocar sobre ele um objeto qualquer.

Alva

Em latim, significa “branca”. É uma vestimenta litúrgica, utilizada pelos bispos, presbíteros, diáconos e outros ministros, em forma de túnica branca, que cobre desde o pescoço até perto do calcanhar. Alva significa limpeza.

Ambão

Vem do verbo grego “anabainer” que quer dizer: subir. No caso, é a estante, situada em local de destaque, onde são efetuadas as leituras, na liturgia da palavra, e realizada a pregação. Ao final da idade média, o ambão evoluiu para o púlpito, usado pelos pregadores, e localizado sempre do lado onde se proclama o evangelho.

Âmbula

Cálice com tampa com a finalidade de conservar e distribuir as partículas consagradas. Enquanto contém o Santíssimo, costuma ser coberta com um tecido conhecido como “véu de âmbula”. Na Idade Média sua forma era de uma pequena caixa. O modelo redondo surgiu no século XVI. Seus outros nomes são: píxide e cibório

Amém

Palavra hebraica que expressa a confirmação do que foi dito, e que pode ser traduzida popularmente por: assim seja.
Compete à comunidade de fé responder, com ele, às orações de quem as dirige, manifestando, assim, sua união espiritual ao seu conteúdo de fé e aos celebrantes. O termo amém pode significar também: eu creio.

Amito

É a primeira das vestes litúrgicas internas. Trata-se de um pano branco, pequeno, quadrangular, que o sacerdote católico põe sobre os ombros e ao redor do pescoço, antes de vestir a alva. É uma peça de origem egípcia, que São Bento trouxe para os monges de sua ordem.

Ângelus

Toque das Ave-Marias pela manhã, ao meio-dia e à tarde, com suas respectivas orações.
Sua origem se deve ao franciscano São Boaventura, com a finalidade de cultuar o mistério da Incarnação do Verbo e honrar a Santíssima Virgem. O Papa Bento XIV prescreveu a antífona Regina Coeli em substituição ao Ângelus, no tempo pascal.

Ano Litúrgico

O ano litúrgico é formado por três ciclos: o do Natal, o Pascal e o Tempo Comum (este com dois períodos). Ao longo dessas três etapas se desdobra o mistério de Cristo: seu nascimento, sua vida pública, sua paixão, morte e ressurreição.
(Fonte: Livro da Família/2003)

Assunsão do Senhor

Segundo o Dicionário Aurélio, a Ascensão do Senhor significa “festa eclesiástica, comemorativa da glorificação de Cristo logo após a morte, representada, especialmente, como subida aos céus”.
É uma festa móvel, no calendário cristão, que acontece 40 dias após o Domingo de Páscoa.

Ave Maria

Oração com que os cristãos veneram a Santíssima Virgem. Primeiramente, compunha-se das palavras do Arcanjo e de Santa Isabel: “Ave Maria, cheia de graça…” Posteriormente, acrescentou-se a segunda parte: “Santa Maria mãe de Deus…” de origem franciscana.

Ázimo

É o pão não fermentado, prescrito para a consagração das hóstias na igreja ocidental. Provavelmente a partir do século VIII todos os ritos se servem dele.
O direito canônico permite que os fiéis recebam a eucaristia em qualquer rito. O uso do pão ázimo remonta à páscoa dos judeus.

Cadeias de Pedro

Festa em honra das cadeias com que São Pedro esteve preso, em Jerusalém e em Roma.
Conforme a tradição, as duas uniram-se numa só, quando postas em contato na ocasião em que a filha do Imperador Teodósio ofereceu a de Jerusalém ao Papa. Assim são conservadas até hoje.

Calendário eclesiástico

Do verbo grego Kalein (publicar), o termo calendário significava, na antiguidade, a publicação, no primeiro dia de cada mês, das festas a celebrar. Mais tarde, os cristãos adotaram o “calendário” para o catálogo das festas litúrgicas da Igreja Católica. Chama-se também calendário romano.

Cálice

Vaso sagrado que abriga o vinho, que, após a consagração, torna-se no Sangue de Cristo. Este vaso já era utilizado na celebração da Páscoa judáica. Por isso, ao instituir a Eucaristia, durante a celebração da Última Ceia, com seus apóstolos, Jesus tomou “um cálice…”
Fonte: Dicionário da Missa,Itamar de Souza

Campainha

Pequeno instrumento de percussão, feito de metal, que o acólito toca antes da consagração do pão e do vinho, chamando a atenção da assembléia para aquele momento. Às vezes, em algumas igrejas, é tocada a campainha durante a elevação da hóstia e do cálice.
Fonte: Dicionário da Missa, do Prof. Itamar de Souza

Capelão

Sacerdote encarregado de atender uma capela ou um grupo de fiéis, normalmente menor que uma paróquia, como por exemplo, um colégio, uma universidade, uma corporação militar.

Caráter Sacramental

É o sinal espiritual e indelével, impresso na alma com a recepção dos Sacramentos do batismo, da crisma e da ordem, em virtude do que tais Sacramentos não podem ser recebidos mais de uma vez. Quem é batizado, crismado ou ordenado e se torna infiel à graça, pode recobrá-la com a penitência sem de novo o mesmo Sacramento.

Cardeal

Termo que vem do latim: cardinalis, que, por sua vez, vem de cardo que significa: eixo.
O cardeal faz parte de um colégio que forma o senado do Papa, e lhe assiste no governo da Igreja.
Cardeal é um eixo que une.

Carrilhão

Conjunto de sinos de diversos tamanhos e afinados com precisão, o que permite a execução de melodias.
O carrilhão é tocado manualmente ou através de um mecanismo eletro-eletrônico. Foi inventado em Flandres, na Holanda, e hoje se encontra nas torres de diversas igrejas do mundo.

Catedral

É a Igreja mãe e sede de uma Diocese ou Arquidiocese. Nela, o Bispo ou Arcebispo exerce o seu Magistério Episcopal, a sua função ministerial de ensinar a reta doutrina cristã. Na Catedral, a cadeira onde o Bispo se senta, na presidência das celebrações litúrgica, é chamada de Cátedra. Daí, o nome Catedral.

Cíngulo

É de origem romana e funciona como peça complementar da túnica. Na Idade Média, era feito de linho, em formato de uma faixa com seis ou sete centímetros de largura. O uso do Cíngulo, em forma de cordão, generalizou-se depois do século XV.

Cinzas

A cinza usada na quarta-feira que dá início à Quaresma é feita com a queima dos ramos bentos, no Domingo de Ramos. É guardada de um ano para outro e colocada sobre a cabeça dos fiéis, na celebração da Quarta-feira de Cinzas. Na ocasião, o celebrante lembra a passagem bíblica: “Tu és pó e ao pó tonarás” (Gn 3, 19).

Círio Pascal

Vela de cera, de maiores proporções, benta no sábado de aleluia, que representa o Cristo ressuscitado e a coluna de fogo que precedia o povo de Israel através do deserto.
Cinco grãos de incenso lhe são encravados, e simbolizam as chagas contidas no corpo glorioso de cristo.

Colação

Pequena refeição que nos dias de jejum era permitido se tomar. À tarde. O costume foi introduzido nos mosteiros, a partir do VI século. Tal refeição era tomada enquanto se fazia uma leitura das obras dos Santos Padres, no período quaresmal.

Confessor

Um termo como várias significações:
a) durante o tempo das perseguições, era sinônimo de mártir;
b) posteriormente, um santo que confessou sua fé em Cristo com virtudes heróicas;
c) sacerdote com jurisdição para ouvir a confissão sacramental dos fiéis.

Confraria

Associação pia que promove a vida cristã, aprovada pela autoridade eclesiástica.
Distinguem-se três espécies:
- Pia-União (sem constituição orgânica);
- Sodalício (organicamente constituída);
- Confraternidade (que promove o culto público). Sua expansão maior data do séc. XVI.

Cômputo

É o complicado cálculo que os liturgistas fazem para organizar o calendário litúrgico. Sua dificuldade resulta da diferença de 11 dias que existe entre o ano solar do qual dependem os meses, semanas e festas fixas em determinado dia, e o ano lunar que regula a páscoa e as festas móveis.

Cores Litúrgicas

Para cada tempo litúrgico é usada uma cor, que aparece nos paramentos dos celebrantes, nos panos do altar, na cortina do Sacrário etc. Cada uma tem seu significado. O uso das cores está definido nas normas das Instruções Gerais sobre o Missal Romano (nºs 308 e 309).
O verde – é a cor da esperança, usada nos ofícios e missas do tempo comum, que se celebra agora.
Branco – simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e do natal; nas festas e memórias do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e conversão de São Paulo.
Vermelho – simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado no domingo de Ramos, na sexta-feira santa, no Pentecostes, na Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos, Evangelistas e Santos Mártires.
Roxo – simboliza a penitência. É usado no advento e na quaresma. Pode ser usado, também, nos ofícios e missas pelos mortos.

Credência

Pequena mesa, colocada nas proximidades do altar, sobre a qual se coloca objetos que vão ser utilizados durante a celebração, especialmente no momento do ofertório, como por exemplo: o pão, o vinho, o cálice, a patena, a água etc.

Cripta

Recinto subterrâneo, geralmente por baixo do presbitério da igreja, onde se colocam sarcófagos com corpos de santos, e se sepultam pessoas de distinção (como os bispos). Na cripta também se celebra a eucaristia. Suas formas arquitetônicas se desenvolveram a partir do século IX. São mais freqüentes nas igrejas de estilo romano.

Crucifixo

É uma cruz com o corpo de Nosso Senhor. A mais antiga representação existente da crucificação data do século V.
Depois de Gregório Magno, apresentava-se Jesus vivo na cruz, como vencedor. No IX século, o Senhor era representado como rei, interpretando as palavras da Escritura: “Dizei às nações que o Senhor reinou”… (Sl 95)

Cruz

Patíbulo sobre o qual Jesus morreu. Não se deve admirar que nos primeiros séculos a cruz não se encontrasse como símbolo da liturgia, a não ser veladamente (crux dissimulata), somente inteligível aos cristãos: era considerada sinal de vergonha e humilhação para pagãos e judeus…

Culto das Relíquias

Baseia-se na colaboração do corpo nas obras de virtude e no dogma da futura ressurreição, e, por isso, é tão antigo quanto a própria Igreja. De início, limitava-se às relíquias dos mártires: o seu sangue era guardado como lembrança preciosa. A partir do IV século, a veneração das relíquias se estendeu às dos santos, em geral.
Culto de Latrão

É o culto prestado somente a Deus e que se manifesta principalmente no reconhecimento de Deus como supremo senhor. É ato de adoração. Compete também à humanidade de Cristo, inseparavelmente, à segunda pessoa da Santíssima Trindade. A sagrada eucaristia também recebe o Culto de Latria em virtude da presença real

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Anticoncepcionais

As combinações de hormônios existentes nas pílulas anticoncepcionais causam que efeitos no organismo? Quais são os efeitos colaterais considerados graves?

As combinações hormonais não devem ser usadas antes de 6 semanas pós-parto face ao risco de trombose, principalmente em quem amamenta, pois reduzem a quantidade de leite materno e afetam o recém-nascido.

Nas mulheres que usam normalmente, podem ocorrer sangramentos intermenstruais (principalmente nas pílulas de baixa dosagem e nos 3 a 4 primeiros meses de uso).

Com o tempo maior de uso pode ocorrer redução do fluxo menstrual e/ou ausência da menstruação, porém basta suspender o seu uso que os ciclos voltam ao normal. Muitas usuárias referem náuseas, vômitos e cefaleia.

Precisamos prestar atenção quando as crises de enxaqueca são constantes, pois podem estar associadas ao risco de acidente vascular cerebral, portanto o uso deve ser descontinuado.

Outras referem mastalgia (dor mamária), que geralmente desaparece após o terceiro mês de uso.

O ganho de peso é um fator importante para algumas usuárias. Geralmente o ganho fica entre 1 e 2 kg por ano.

Alteração de humor e acne também podem ocorrer, embora existam pílulas indicadas para o tratamento de acne.

Mulheres tabagistas e acima de 35 anos apresentam risco aumentado para infarto agudo do miocárdio. Hipertensão arterial, dislipidemia (alteração do colesterol), diabetes ou obesidade podem aumentar esse risco.



A pílula diminui a libido? Por quê?

Na verdade, quando a mulher se vê protegida da gravidez, ela pode até exercer melhor a sua sexualidade, portanto melhora sua libido, porém problemas relacionais afetam psicologicamente e as usuárias procuram um vilão na história para fugir do sexo.

Algumas células antiandrogênicas usadas para ovários policísticos ou acne diminuem a taxa de testosterona, porém, se a mulher for jovem, sua cognição sexual superará tudo.

Sabemos que algumas mulheres referem diminuição da libido, e os estudos mostram que a mulher na sua maturidade sendo usuária de pílula tem a produção de testosterona diminuída pela ação de progesterona e, se houver dificuldades no relacionamento, é um pulo para a falta de sensações no sexo.



Trocar de pílula soluciona o problema de falta de apetite sexual, se este for decorrente do anticoncepcional?

Trocar 6 por meia dúzia não adianta. Somente nos casos em que a mulher refere melhora quando da troca de pílulas antiandrogênicas (diminuem a ação da testosterona para evitar acne e ovários policísticos) por uma sem este combinado.

Como disse, existe todo um fator emocional envolvido pelo fato de usar a pílula. O casal deve conversar bastante sobre essa questão, pois muitas vezes parece que, se por acaso acidentalmente ocorrer gravidez, o homem deixará a relação. De outra forma, quando o casal é bem resolvido e ambos não desejam filhos (mas se ocorrer nada mudará), não interfere no desejo.



Tomar a pílula de forma errada, por exemplo, esquecer constantemente e acabar tomando 2 por vez, interfere na eficácia?

O atraso permitido para não interferir na eficácia é de 12 horas. Recomendo a tomada à noite e, se esquecer, tomar pela manhã.

Mais que isso, o uso de contraceptivos deve ser obrigatório como complemento e apenas se mantém a pílula para produzir um novo ciclo. Se o número de pílulas esquecida for maior que 7, a suspensão da cartela deve ser imediata e esperar a regra; caso seja menor que 7, deve-se descartar a cartela e iniciar uma nova.

O uso das pílulas pode ser contínuo. Caso a mulher não deseje menstruar, não causa nenhum mal, por exemplo, nas férias, no casamento, em festas, em competições, etc.



A pílula influencia na diminuição da lubrificação vaginal? Por quê?

Pela ação contínua de progesterona contida na pílula, que torna espesso o muco cervical do canal uterino. Porém as novas pílulas que possuem uma substância semelhante à progesterona, graças à associação ao estrogênio, contribuem com a lubrificação vaginal e a diminuição das dores.

Síndrome da visão do computador

Quem passa muito tempo em frente ao computador ou trabalha em ambientes de ar condicionado sabe que não demora muito para que os olhos comecem a apresentar algum tipo de irritação. Isso ocorre pelo fato de, durante a leitura, as pessoas diminuírem o ritmo da piscada, deixando de lubrificar os olhos. Logo alguns sintomas da "síndrome da visão do computador" começam a aparecer.

O médico oftalmologista Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello explica melhor esta doença e o que deve ser feito para evitá-la.



O que é a síndrome da visão do computador?

Essa síndrome é na verdade uma forma de explicar um mal-estar, uma indisposição que o paciente apresenta quando trabalha no computador. O que acontece é que, quando nós temos uma área de fixação [da visão] muito grande, por exemplo, uma leitura, no cinema, nós diminuímos o ritmo da piscada. A diminuição do ritmo de piscar faz com que o olho não se lubrifique bem. Isso leva a um desconforto, um ardor, uma certa vermelhidão.

O monitor do computador exerce um fascínio nas pessoas. Elas passam horas em frente ao computador. Por permanecer muito tempo lendo, elas apresentam alguns sintomas dessa suposta síndrome.

Mas isso não tem nada a ver com uma possível “irradiação” que sai do computador e que prejudica os olhos. Absolutamente não é isso! É o esforço [da leitura] que é muito grande. Um exemplo é: você pode ter um pequeno problema muscular na sua perna e você consegue caminhar até a esquina. Se você correr uma maratona, você vai ter sintomas. O computador é correr uma maratona. É um esforço muito grande pelo fascínio que aquilo exerce.

Na realidade não é um mal que o computador causa. Não é uma doença promovida pelo computador. É o esforço exagerado, a atenção exagerada de horas, perante o monitor, que acaba dando os sintomas.



Quais são as causas?

Um problema de base da pessoa que agora se manifesta no esforço excessivo.



Quais são os sintomas?

Ardência, "olho pesado", sensação de cansaço, olhos vermelhos, e muitas vezes ainda o computador está em um ambiente seco e com ar condicionado, o que leva também a secar mais rapidamente os olhos.



Como é feito o diagnóstico?

Através de uma consulta oftalmológica.



Quais são os danos que pode causar a longo prazo na visão?

Na visão não causa nada. É um problema de incapacidade no trabalho. A pessoa não tem a mesma performance que teria se não estivesse com a doença. Mas não que aquilo vá prejudicá-la no futuro, não vai desenvolver nada.



Os óculos de proteção especiais realmente protegem a visão na frente do computador?

Não existe nenhum trabalho científico que comprove que esses óculos tragam benefícios à visão.



Existe uma forma de tratamento?

Depende da causa. Pode ser um par de óculos, a necessidade de um lubrificante ocular, recomendar ao paciente que trabalhe uma hora e descanse 5 minutos... Depende da causa.



Que hábitos o portador desta doença deve ter para não ter a saúde prejudicada?

Todos que apresentem sintomas devem fazer uma consulta médica. Aí sim se determina um tratamento apropriado, e não começar a experimentar várias coisas. É muito importante manter os cuidados com a visão em dia.

Os sinais maçõnicos

Os Sinais Maçônicos



Especula-se muito no mundo profano a respeito dos sinais pelos quais se reconhecem os maçons. Idéias das mais mirabolantes rondam o imaginário popular. Depois de iniciado e visitar as lojas em nossa cidade e arredores, ficava admirado com a quantidade de homens, de minha convivência ou conhecimento, que me reconheciam como irmão e me recebiam com cordialidade, amizade e carinho. Com o passar do tempo, percebi que os sinais de que eram maçons já haviam sido dados, faltando de minha parte, capacidade de compreensão para percebê-los. Capacidade que começo a adquirir com o passar do tempo. Os sinais que me foram dados são aqueles que fazem um homem de grande virtude no mundo profano, mas que são obrigatórios ao verdadeiro maçom. Sinais de homens probos na sociedade. Bons filhos, bons pais e bons maridos. Sinais de tolerância no trato com todos. Seriedade em seus empregos ou negócios e a ação positiva na tentativa de praticar o bem e contribuir para uma sociedade mais justa e fraterna.

Acredito serem estes os sinais que identificam o verdadeiro irmão. O sinal de amizade e respeito no trato com todos, onde a igualdade vale em qualquer situação. O sinal de tolerância em uma ordem, onde encontramos irmãos que representam a pluralidade de nossa sociedade, e onde sempre existirão diferenças entre o conhecimento e assimilação de nossos ensinamentos.

O sinal de saber falar e saber ouvir. Sempre somar e nunca dividir. Tornando nossa ordem unida e coesa, onde as decisões são tomadas de forma participativa e o todo vale mais que o singular.

Que o Grande Arquiteto do Universo me ajude a poder um dia passar estes sinais aqui ou no mundo profano para que nenhum irmão se surpreenda ao me reconhecer como tal.

Segurança pública e Sociedade

Um dos problemas mais afligente do Brasil de hoje é sem sombras de dúvidas, a questão da segurança pública que deixa a desejar aos anseios da população, pois em todos os lugares a violência e a criminalidade crescem em proporções imensuráveis e de maneira incontrolável pelo poder público.

Aos olhos do povo, parece ser a Polícia a única responsável pela segurança da sociedade, quando em verdade tem essa instituição somente a função mais árdua de todas, vez que atua na linha de frente em prevenção ao crime ou na garimpagem de criminosos e na execução das leis penais, a fim de torná-las efetivas ao exigir o cumprimento das regras sociais e solucionar os seus conflitos.

Assim, durante muito tempo a problemática da segurança pública foi vista apenas como questão de ordem absoluta da Polícia, regida e orquestrada pelos governos estadual e federal, sem participação alguma de qualquer segmento da sociedade.

Agora que a epidemia da insegurança se alastrou por todo o Brasil a própria sociedade se mostra preocupada com o problema e até já comunga com o preceito constitucional de que a segurança pública é responsabilidade de todos, e com isso já se formam movimentos diversos que objetivam maior interatividade com a Polícia para uma conseqüente união de forças de combate ao crime.

As associações de moradores e os conselhos de segurança dos Estados, bem como, as diversas organizações não governamentais já se conscientizam e devem se fortalecer cada vez no sentido de ajudar a Polícia, na sua árdua missão de combater o mal e resgatar a ordem ferida.

Entretanto, essa necessária e importante interação ainda aparece de maneira emperrada, pois existe a tradição arraigada no seio de grande parte da sociedade em generalizar, colocando-se com regra ao invés da exceção, que a Polícia é ineficiente e criminosa, que todo policial é ignorante, arbitrário, violento e irresponsável, quando em verdade, de uma maneira geral, tais entendimentos não passam de pensamentos ilógicos e insensatos, vez que é dever e obrigação de todos os nossos componentes, acima de tudo, valorar e guardar as leis do país e, em assim sendo, não é uma minoria desvirtuada que deve superar a grande maioria dos nossos valorosos policiais que trabalham com amor a causa.

Aliados a tais pensamentos insensatos que menosprezam as nossas classes, os governos ao longo dos tempos pouco investiram ou investem nas suas Polícias. A segurança pública sempre foi esquecida e sucateada através dos anos. As Polícias sempre foram relegadas ao segundo plano, principalmente no que tange a valorização profissional dos nossos membros. Com raras exceções, poucas conquistas foram alcançadas pelas classes policiais em alguns Estados da Nação.

Assim, as várias culturas negativas que cresceram no âmago do povo através das eras relacionadas a tais questões pejorativas em desfavor dos policiais, fazendo com que a sociedade tema a Policia ao invés de respeitá-la como aliada, urgem em ser desclassificadas e ao mesmo tempo revistas para o bem geral da nação brasileira.

A eficiência do trabalho policial está intimamente ligada ao bom relacionamento entre cidadãos e policiais. Um deve ver e sentir o outro no valor da amizade, como elemento de apoio, de confiança nos seus recíprocos atos. Os policiais dependem da iniciativa e da cooperação das pessoas e estas dependem da proteção dos policiais.

Havendo mudanças nessas concepções errôneas para que haja uma maior união e interatividade entre o povo e a sua Polícia. Para que haja confiança do cidadão nas ações da Polícia. Para que a sociedade tenha a Polícia como sua amiga, como sua aliada no combate ao crime e no cumprimento das leis. Para que a própria sociedade reconheça e se engaje na nossa luta pelo resgate da dignidade perdida, relacionada principalmente a salários condizentes com a importância da árdua missão policial e então estimular ainda mais o bom profissional, teremos enfim, uma segurança pública mais real, mais eficaz e satisfatória aos anseios da própria população.

A geração que sobrou

Quando pensamos na geração que somos e na que hoje educamos, não existe a mínima possibilidade de não confrontarmos a geração digital, tecnologicamente plugada do mundo, com a analógica, mais lenta, complexa. Como prover conhecimento numa geração que está tão informada e se diz tão completa?

Como sensibilizar essa geração aos problemas do mundo e em torno deles, sendo que são, muitas vezes, egoístas e individualistas? O que sobrou para nós, educadores, quando nos deparamos com a realidade complexa de tentar ensinar pequenos seres humanos tão diferentes do que nos ensinaram sobre eles?

Somos, mesmo, a geração que estudou muito, almejando um dia estar no topo, comendo a coxa do frango, e hoje, literalmente, nossos alunos é que saboreiam a coxa, deixando-nos com um sentimento de desconhecimento, descrença, inabilidade e, quem sabe, sentimento de incompetência ou até de questionamento sobre nosso real papel, numa atualidade gerida e gerada com outros tipos de condutas e valores.

Como resolver questões de estudantes que, em muitos casos, dominam equipamentos com mãos muito mais hábeis que os seus próprios professores? Como um profissional, diante de uma situação como essa, enfrenta uma sala repleta de serezinhos com olhos ávidos, que torcem por um ‘escorregão tecnológico’ de quem ensina, para que possam se divertir em gargalhadas da inabilidade e trapalhadas relativas ao manuseio de um simples PowerPoint?

De que forma podemos passar valores, atitudes, comportamentos socialmente corretos para quem está a anos-luz à nossa frente, tecnologicamente falando, mas perdido nas trevas da ignorância sobre os problemas da vida? Como agir, o que fazer para, pelo menos, conseguirmos, na escola, nos aproximarmos mais do nosso aluno, sem sermos considerados retrógrados, perdidos no tempo e no espaço?

Como conquistar a dignidade diante de turmas rebeldes, originadas de famílias desestruturadas e, tanto quanto, perdidas no invólucro da vida? Que não indicam o caminho, que por omissão e ausência nos momentos mais cruciais da criança dizem sim a todos os pedidos, que deseducam, e que com essas atitudes os deixam mais desorientados ainda.

Vale a reflexão do nosso papel de educador, numa sociedade conflitante e atordoada,

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A MAÇONARIA

A Maçonaria


A Maçonaria é uma Instituição secular cuja origem se perdeu nas brumas dissipadas pela tenualidade do tempo, mesmo assim deixou pegadas em toda a extensão da história do homem. Ela é essencialmente filantrópica, filosófica visando à educação e o progresso do homem na sociedade. Foi denominada por muito tempo como Franco-Maçonaria. Por sua institucionalização e grande aceitação na França.

Começou a ganhar “status” como Sociedade Secreta com os mestres de obras das catedrais medievais, construtores que trabalhavam ao ar livre. Com sua arte esses construtores se notabilizaram por toda a Inglaterra, construindo castelos, palácios, igrejas e passaram a ser chamados como Free-stone mason.

Passa a ser organizada as associações de pedreiros livres, com suas normas e regras. No início era uma associação voluntária de homens livres, que ao se relacionarem com nobres e aristocratas, cresce tanto que passam a usá-la contra os abusos e desmandos da época, por não poderem ser identificados sua origem se perde na Idade Média. Para Nut-sa-Tefnut, 2001, p.1:

“Não possui a Maçonaria leis gerais nem livro santo que a definam ou obriguem todo o maçom através do mundo; não sendo uma religião, não tem dogmas. Em cada país e ao longo dos séculos, estatutos numerosos se promulgaram e fizeram fé para comunidades diferentes no tempo e nos costumes. Mas a Maçonaria possui certos números de princípios básicos, aceitos por todos os irmãos em todas as partes do mundo. É essa aceitação, aliás, que torna possível a fraternidade universal dos maçons e a sua condição de grande família no seio da Humanidade, sem que, no entanto, exista uma potência maçônica à escala mundial nem um Grão-Mestre, como que um Papa, que centralize o pensamento e a ação da Ordem.”.
Em sistema de conduta moral prega ao iniciado a necessidade de desenvolver capacidade para vencer suas paixões, dominar seus vícios, ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo o que oprime a alma do homem, tornando-se exemplo da liberdade, igualdade e fraternidade. São milhões de membros em todo o mundo.

A Palavra Maçonaria vem provavelmente do francês Maçonnerie, que significa uma construção qualquer, feita por um pedreiro, o maçom. Assim é essencial que o homem consiga na sua vida edificar sua moral, sua família, sua profissão como maçom, na construção também de seu edifício interior.
Segundo o dicionário Luft, p. 396: profanamente Maçom é o “Membro da Maçonaria; pedreiro-livre.” E vem da palavra Maço no mesmo dicionário que significa: “Espécie de martelo de madeira usado por carpinteiros, calceteiros, escultores, [...] Porção de coisas do mesmo gênero, atadas, juntas, contidas no mesmo invólucro; pacote; feixe.”

A palavra maçom vem gramaticalmente do radical da palavra MAÇO, que significa essa espécie de martelo de madeira usado por carpinteiros, calceteiros e escultores no passado. Hoje esses profissionais usam o cinzel. Também significa essa porção de coisas juntas ou contidas no mesmo invólucro; pacote; feixe. Todos os maçons são parte de um grande feixe, de uma grande obra que alguns nem sabem como divisarem nesta infinidade que é o conhecimento humano. Ser maçom não é ser qualquer coisa em relação a uma espécie a que pertence. Ser maçom é fazer maçonaria que nos remete a uma frase perdida no tempo sem autoria definida “Ser maçom é um motivo de orgulho”.

Esse maçom membro da maçonaria tem que ser um aluno fiel e estudioso dos ensinamentos maçônicos, tem que querer evoluir. Pois a maçonaria, em sua filosofia trata da essência, propriedade e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura. Não tem por princípio obter lucro pessoal de nenhuma classe, ao contrário, suas arrecadações e seus recursos servem ao bem estar do homem – seu semelhante, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião, ou raça. Buscando a elevação espiritual e a tranqüilidade de consciência. Assim afirma Nut-sa-Tefnut, 2001, p.1:

“Simbolicamente, o maçom vê a si mesmo como uma pedra bruta que tem de ser trabalhada, com instrumentos alegóricos adequados, para convertê-la em um cubo perfeito, capaz de se encaixar na estrutura do templo do Gr.·.Arch.·.do Un.·.. ”.
A maçonaria, não é uma religião e muito menos uma seita, é uma sociedade de homens de bem, porém é Progressista sim, pois parte do princípio da imortalidade, da crença em um princípio criador e regulador do todo. Um Ser Infinito e conhecido como GADU – O Grande Arquiteto do Universo que é DEUS nas religiões – daí poder ser taxada de religiosa não de religião. Não se prende a Dogmas, nem Fundamentalismos, nem Prevenções, ou muito menos Supertições. Por isso o Maçom nunca se oporá aquele que quer e deseja buscar a verdade.

A Maçonaria hoje é uma construtora de indivíduos, que evoluem e se tornam homens iguais e fraternos. Todo maçom por natureza se dedica a paz, a liberdade. Para a Maçonaria é dever do homem: “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. Ela cria na mente do maçom a necessidade de fazer o bem em seu mais amplo sentido, cumprir os deveres para com a sociedade. Primar pela Ciência – Justiça – Trabalho para dignificar a existência humana e criar uma consciência reflexiva no homem no campo filosófico, filantrópico e progressista. Para Nut-sa-Tefnut, 2001, p.2:

“A transmissão dos preceitos Maçônicos se faz através de cerimônias, ricas em alegorias, que seguem antigas e aceitas formas, usos e costumes, que remontam às Guildas dos construtores de Catedrais da Idade Média, usando inclusive as mesmas ferramentas do Ofício de pedreiro. Este aprendizado passa pela necessidade de todo iniciado controlar as suas paixões, de submeter sua vontade às Leis e princípios morais, amar a sua família e à sua Nação, considerando o trabalho como um dever essencial do Ser Humano.”.
Ter princípios é seguir as regras, ter preceitos. Ter preceitos é seguir uma doutrina um ensinamento e na maçonaria são três os princípios maiores. A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças ou nações; A igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos, sem distinguir religião, raça ou nacionalidade.

A fraternidade de todos os homens, já que somos todos oriundos de um mesmo criador, seres humanos fraternos e irmãos. Ser maçom é ter sempre na mente o lema do verdadeiro maçom: A Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; a Justiça para equilibrar e enaltecer as relações humanas; O Trabalho, por meio da qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Ser maçom é ser verdadeiro em todas as situações, examinar sempre a moral e praticar as virtudes. Cavando cada vez mais masmorras ao vício tornando-se um templo vivo e verdadeiro para uma sociedade mais justa.

Ilustres Maçons:
Voltaire
Goethe
Lessing
Beethoven
Haydn
Mozart
Frederico O Grande
Napoleão
Garibaldi
Byron
Lamartine
Hugo
Castellar
Mazzini
Espling
Washington
Pe Miranda
San Martin
O’Higgins
Bolivar
Marti
Benito Juares
Dom Pedro I

Presidentes da República do Brasil:
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Manoel Ferraz de Campos Salles
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Wenceslau Pereira
Washington Luiz Pereira
Nereu Ramos
João Café Filho
Jânio Quadros

Maçons Ilustres do Brasil:
Antonio Carlos Ribeiro de Andrade
Barão de Cotegibe
Cons. João Alfredo
Marques de Sapucai
Casimiro de Abreu
Domingos José Martins
Pe Diogo Feijó
Sen. Evaristo da Veiga
Acaíba Montezuma
Frei Francisco de Santa Tereza
Frei Monte Alverne
Frei Joaquim do Amor Divino Canéca
José Bonifácio de Andrada e Silva
Joaquim Gonçalves Ledo
Conego Januário da Cunha Barbosa
Joaquim Nabuco
Duque de Caxias
Gen. Osório
Barão do Rio Branco
Visconde de Taunay
Padre José de Santa Rita
Emiliano Perneta
Benjamim Constant
José do Patrocínio
Eusébio de Queiróz

A Maçonaria respeita as opiniões políticas, as crenças religiosas de todos os homens é uma instituição extremamente tolerante, prega essa tolerância em função da liberdade do homem. Por isso combate a ignorância, a surpetição e o fanatismo. É uma sociedade, não é secreta, pois é amplamente divulgada e conhecida, é registrada como uma sociedade nos vários países que atua e recebe a concessão de Personalidade Jurídica. Hoje existem escritos sobre seus princípios em todos os meios de comunicação. Seu único segredo é o meio de reconhecimento entre irmãos, que só se conhece entrando na instituição. Reconhecer uma pessoa como irmão, poder praticar a verdadeira amizade. O respeito ao ser humano independente se sua fortuna e de seu posto na sociedade, interpretar seus símbolos e o ensinamento para bem viver só iniciando em seus sagrados mistérios.

Desarmamento

Vivemos em um país em que muitas vezes os valores se invertem e, nessa espécie de guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo em todo lugar, comprova-se que o Estado protetor mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática e por isso teima em produzir programas emergentes que surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos. Um deles, pelo menos até agora, ao invés de proteger a sociedade deu maior segurança aos bandidos, ou seja, inverteu os seus valores.

O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003, contra a vontade popular, demonstra ser no âmago do seu curso uma ação derrotada e inócua que age infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no país e deixa cada vez mais a população órfã de proteção.

Enquanto a população brasileira foi literalmente desarmada por conta do Estatuto do Desarmamento, a bandidagem está cada vez mais armada. Enquanto foi tolhido o direito do cidadão de se defender do bandido com a proibição de sequer possuir uma arma de fogo em sua própria casa sem passar por extrema burocracia, o bandido por sua vez, facilmente consegue armas até mesmo com alto poder de fogo, para se defender da Polícia, atacar o povo e ferir a ordem do país.

É fato presente que o chamado crime organizado, pernicioso organismo que alimenta o tráfico de drogas, criminosos perigosos e contumazes, quadrilhas de assaltantes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com armamento privativo das forças armadas, tais como: Metralhadoras, fuzis, bazucas, morteiros, granadas, ou mesmo outras mais usadas a exemplo das escopetas, pistolas e revolveres. Essas armas provindas de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos dos bandidos de maneira inexplicável.

Retirar as armas de fogo das pessoas de bem foi muito fácil, pois essas pessoas, não sendo marginais, logo cumpriram a Lei e depuseram suas armas com a esperança de que a violência fosse realmente estancada, contudo ainda não foi, muito pelo contrário, aumentou substancialmente, pois o desafio da Polícia em desarmar os bandidos parece ser intransponível. Quanto mais se prendem os marginais armados mais armas aparecem em poder de outros e até dos mesmos quando são postos em liberdade pela Justiça.

Os fatos violentos e corriqueiros ocorridos nos quatro cantos do país demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas para justificar o suposto sucesso do plano e iludir o povo parecem ser apenas meras cortinas de fumaça, tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença ou domésticos, perpetrados nas comunidades por meio de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais. Vale lembrar também que apesar de ter diminuído os índices de homicídios cometidos via arma de fogo nos casos citados, aumentou substancialmente os índices do mesmo crime perpetrados por arma branca ou outros meios, comprovando então, que o cidadão quando quer, mata o seu desafeto de qualquer jeito.

Assim, o povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e, os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros em todos os lugares.

A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura, de uma melhor organização, de um verdadeiro incentivo com salários condizentes aos seus membros, não consegue romper tais obstáculos e sempre é considerada culpada erroneamente por inoperância pela nossa sociedade como se fosse a única responsável por tal situação.

Atacam-se carros blindados com armamento potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no país inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado.

O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular para sobreviver. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar.

O desarmamento veio para o seio da sociedade brasileira como uma ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família ao mesmo tempo em que deu total segurança ao bandido de fazer o que quiser com a sua vulnerável vítima.

O estatuto de Desarmamento não deu e não dará certo enquanto não tivermos uma séria e efetiva política de combate ao crime organizado, enquanto não colocarmos atrás das grades os grandes traficantes de armas e drogas, enquanto não prendermos as pessoas inescrupulosas que dão suporte e proteção aos traficantes e enriquecem sob o julgo desse crime, enquanto não consigamos enfim proteger as nossas fronteiras desses criminosos fazendo com que não mais entre armas no nosso país.

Futuro do clima no Nordeste

É conhecido que as chuvas do semi-árido da região Nordeste apresentam enorme variabilidade espacial e temporal. Anos de secas e chuvas abundantes se alternam de formas erráticas, e grandes são as secas de 1710-11, 1723-27, 1736-57, 1744-45, 1777-78, 1808-09, 1824-25, 1835-37, 1844-45, 1877-79, 1982-83, e 1997-98. A ocorrência de chuvas, por si só, não garante que as culturas de subsistência de sequeiro serão bem-sucedidas, e um veranico ou período seco dentro da quadra chuvosa pode ter impactos bastante adversos à agricultura da região. O regime pluviométrico de uma determinada região mantém uma forte relação com as condições hídricas do solo. Visto que a precipitação na região Nordeste apresenta uma grande variabilidade no tempo e espaço, a ocorrência de chuvas, por si, não garante que as culturas de subsistência serão bem sucedidas. No semi-árido é freqüente a ocorrência de períodos secos durante a estação chuvosa que, dependendo da intensidade e duração, provocam fortes danos nas culturas de subsistência.

A região Nordeste caracteriza-se naturalmente como de alto potencial para evaporação da água em função da enorme disponibilidade de energia solar e altas temperaturas. Aumentos de temperatura associados à mudança de clima decorrente do aquecimento global, independente do que possa vir a ocorrer com as chuvas, já seriam suficientes para causar maior evaporação dos lagos, açudes e reservatórios e maior demanda evaporativa das plantas. Isto é, a menos que haja aumento de chuvas, a água se tornará um bem mais escasso, com sérias conseqüências para a sustentabilidade do desenvolvimento regional.

O sistema elétrico brasileiro depende do regime de chuvas. Uma pequena redução da quantidade de chuvas ou um pequeno aumento da evaporação pode levar a zero a geração de energia em grandes áreas do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Sentimos isso em 2001, durante o “apagão”. Aquilo foi provocado pelas poucas chuvas no sistema hidrelétrico do Sudeste, e bastou um aumento da temperatura de um ou dois graus, e a quantidade de água perdida para a evaporação, e o excesso de uso de energia para fazer funcionar sistemas de ar acondicionado e refrigeração, foram suficientes para levar os níveis dos reservatórios das usinas hidroelétricas a níveis próximos a zero, comprometendo a geração de energia.

Clima do Brasil: o futuro
As projeções de clima, liberadas pelo Quarto Relatório do IPCC (IPCC AR4), têm mostrado cenários de secas e eventos extremos de chuva em grandes áreas do planeta. No Brasil, a região mais vulnerável, do ponto de vista social, à mudança de clima, seria o interior de Nordeste, conhecida como semi-árido, ou simplesmente o “sertão”. Reduções de chuva aparecem na maioria dos modelos globais do IPCC AR4, assim como um aquecimento que pode chegar até 3-4ºC para a segunda metade do século XXI. Isso acarreta reduções de até 15-20% nas vazões do rio São Francisco.

O Relatório do Clima do Brasil, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tem estudado as mudanças de clima no Brasil, e para o Nordeste, para finais do século XXI. Este relatório tem usado modelos regionais de até 50 km de resolução animados no modelo global de HadAM3 do Centro Climático do Reino Unido (Hadley Centre). Segundo este relatório do Inpe, estes seriam os possíveis impactos da mudança de clima, considerando os cenários otimistas e pessimistas propostos pelo IPCC:

No cenário climático pessimista, as temperaturas aumentariam de 2 ºC a 4 ºC e as chuvas de reduziriam entre 15-20% no Nordeste até o final do século XXI. No cenário otimista, o aquecimento seria entre 1-3 ºC e a chuva ficaria entre 10-15% menor que no presente.
Essas mudanças no clima do Nordeste no futuro podem ter os seguintes impactos:

•A caatinga pode dar lugar a uma vegetação mais típica de zonas áridas, com predominância de cactáceas. O desmatamento da Amazônia também afetará a região.
•Um aumento de 3ºC ou mais na temperatura média deixaria ainda mais secos os locais que hoje têm maior déficit hídrico no semi-árido.
•A produção agrícola de subsistência de grandes áreas pode se tornar inviável, colocando a própria sobrevivência do homem em risco.
•O alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura, causaria diminuição da água de lagos, açudes e reservatórios.
•O semi-árido nordestino ficará vulnerável a chuvas torrenciais e concentradas em curto espaço de tempo, resultando em enchentes e graves impactos sócio-ambientais. Porém, e mais importante, espera-se uma maior freqüência de dias secos consecutivos e de ondas de calor decorrente do aumento na freqüência de veranicos.
•Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras, agravando ainda mais os problemas urbanos.
Conseqüências da mudança do clima no Nordeste:
As projeções apresentadas no Relatório do Clima do Inpe foram geradas usando modelos climáticos globais e regionais, e o fato de todos os modelos convergirem numa situação de clima mais quente e seco pode fazer com que consideremos essas projeções como tendo um grau de certeza grande. Considerando um modelo em particular (o modelo do Centro Climático britânico - Hadley Centre) e o cenário pessimista, apresenta uma tendência de extensão da deficiência hídrica por praticamente todo o ano para o Nordeste, isto é, tendência a “aridização” da região semi-árida até final do século XXI. Define-se “aridização” como sendo uma situação na qual o déficit hídrico que atualmente apresenta-se no semi-árido durante 6-7 meses do ano seja estendido para todo o ano, conseqüência de um aumento na temperatura e redução das chuvas. Em resumo, grande parte do semi-árido nordestino, onde a agricultura não irrigada já é atividade marginal, tornar-se-ia ainda mais marginal para a prática da agricultura de subsistência.

Aquecimento global, com a elevação do nível dos oceanos, aumento da intensidade e da freqüência das ressacas nos últimos anos, a ocupação irregular da orla e mudanças provocadas pelo homem nos rios que desaguam no mar são apontados, por especialistas em climatologia e fenômenos marinhos, como causas mais prováveis da redução das praias. Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.

Os ambientalistas estão preocupados também com a caatinga, apontada como uma das ações mais urgentes. A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, abriga uma fauna e uma flora únicas, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com grande parte de sua área tendo já sido bastante modificada pelas condições extremas de clima observadas nos últimos anos, e potencialmente são muito vulneráveis às mudanças climáticas.

O clima mais quente e seco poderia ainda levar a população a migrar para as grandes cidades da região ou para outras regiões, gerando ondas de “refugiados ambientais”, aumentando assim os problemas sociais já existentes nos grandes centros urbanos do Nordeste e do Brasil.

O que pode ser feito: avaliações do impacto e vulnerabilidade as mudanças climáticas
A população mais pobre é a que sofrerá mais e a região mais afetada seria um quadrilátero no Nordeste, compreendendo desde o oeste do Piauí, o sul do Ceará, o norte da Bahia e oeste de Pernambuco, onde estão as cidades com menor desenvolvimento humano. As projeções de clima para o futuro indicam riscos de secas de 10 anos ou mais.

Para um país com tamanha vulnerabilidade, o esforço atual de mapear tal vulnerabilidade e risco, conhecer profundamente suas causas setor por setor, e subsidiar políticas públicas de mitigação e de adaptação ainda se situa bem aquém de suas necessidades. O conhecimento sobre impactos setoriais avançou um pouco sobre a vulnerabilidade da mega diversidade biológica e de alguns agro-ecossistemas (milho, trigo, soja e café) às mudanças climáticas, com indicações iniciais de significativa vulnerabilidade. Nos setores de saúde, recursos hídricos e energia, zonas costeiras, e desenvolvimento sustentável do semi-árido e da Amazônia, a quantidade de análises de impactos e vulnerabilidade é substancialmente menor, o que aponta para uma premente necessidade de induzir estudos para esses setores.

São mais comuns os estudos de vulnerabilidade a mudanças dos usos da terra, aumento populacional e conflito de uso de recursos naturais, porém, é urgente um esforço nacional para a elaboração de um “Mapa Nacional de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas”, integrando as diferentes vulnerabilidades setoriais e integrando estas com as demais causas de vulnerabilidade. Um plano contra a mudança climática incluiria tanto ações de adaptação (como mudar o zoneamento em cidades litorâneas para evitar o avanço do mar) quanto de mitigação.

Implementação de um sistema brasileiro de alerta precoce de seca e desertificação
Considerando a sensibilidade do Nordeste às variações climáticas, e ante uma potencial mudança do clima nessa região, considerada como a mais vulnerável às reduções de chuva e aumento das temperaturas, é necessária uma ação coordenada do governo para enfrentar a mudança de clima. O governo brasileiro está criando um sistema para prever a ocorrência de grandes períodos de seca no semi-árido e apontar as áreas suscetíveis a um processo de desertificação desencadeado por mudanças climáticas.

Batizado de Sistema Brasileiro de Alerta Precoce de Secas e Desertificação, o projeto visa à criação e implantação de um sistema, que permita trabalhar com a questão mais imediata que são as grandes secas episódicas que atingem a região, assim como a criação de uma ferramenta de diagnóstico para identificar as áreas mais afetadas pela degradação ambiental, e mais suscetíveis à desertificação.

Efêmero

Na busca incessante por novas fontes de identificação pessoal, a alma humana, que estagia no orbe terrestre nestes tempos, tem encontrado inúmeras possibilidades ilusórias, que adiam, cotidianamente, o encontro com o verdadeiro self. Nesse mundo, nessa verdadeira matrix ou Maia (a grande ilusão) como afirmam os hindus, crianças, jovens, adultos e velhos, encontram-se em busca da eternidade do efêmero; uma tentativa desenfreada de manter o corpo físico, essa vestimenta transitória, nos padrões alucinantes e destrutivos dos meios de comunicação.

Sem se darem conta da necessidade de consolidação dos recursos da alma e do aperfeiçoamento moral que demanda tempo, disciplina e paciência, grande parte dos seres humanos dedica tempo e dinheiro em atividades físicas e estéticas, na tentativa de inscrever no corpo sua marca pessoal, seu cartão de visita para impressionar os demais. Ao mesmo tempo em que buscam atrair, através de um sensualismo vazio, parceiros e parceiras para esse (des)encontro.

Nada mais justo de que manter o corpo são, desde que a mente também esteja sã, mas não é o que tem acontecido. Para manter esse corpo, não diria são, mas nos “padrões”, a nossa psique tem pago um alto preço, quais sejam: ninguém consegue ser perfeito, e essa busca gera uma frustração constante, pois sempre existirá uma infinidade de pessoas mais belas e atraentes do que nós; os poucos que encontram-se nesses padrões são escravizados por ele, uma vez que sempre estão se comparando, em todos os lugares e situações, com os demais, na tentativa louca de perceber-se: “espelho, espelho meu, existe alguém nessa balada mais bonito(a) do que eu”, e quando tem, a insegurança toma conta; os “deserdados” da beleza sentem-se inferiorizados, menosprezando a si mesmos e buscando alternativas também ilusórias de compensação, tornando-se os palhaços da turma, os que pagam tudo, os oferecidos, os disponíveis, etc.

Cada qual com sua moeda de troca nas relações pueris. Todos sofrem, todos são vítimas de todos, mas poucos têm coragem de dar um basta e gritar: - isso é uma loucura... Isso é sem dúvida uma loucura, uma insensatez que paralisa e destrói vidas humanas, pois muitos jovens desenvolvem distúrbios como a anorexia e a bulimia, depressões e desencantos.

Uma multidão de homens e mulheres perdendo um tempo precioso, despreparados para o envelhecimento do corpo, por não amadurecerem o espírito.Sem terem construído recursos emocionais e morais, se encontrarão na velhice com o desespero, a decepção e a solidão.

A maioria de nós passará algumas décadas aqui na terra. Todos temos compromisso inadiáveis com a nossa evolução pessoal e com a evolução de nossa sociedade. O tempo perdido, sim perdido, com nosso corpo, irá nos comprometer com o futuro, pois cada um de nós, como na parábola dos talentos, tem contas a prestar de nossas atividades, de nosso crescimento, da felicidade que proporcionamos aos outros, do perdão que demos, da mão que estendemos, do ombro amigo que entregamos, do olhar compreensivo, enfim, do bem que proporcionamos. Fica difícil realizar essas tarefas apenas nos intervalos das academias, dos salões, das baladas, dos shoppings.

Jesus dizia que não se pode servir a dois senhores, a Deus e Mamon, essa assertiva do Mestre é atualíssima, e pode ser revisitada nesta temática, visto que não se pode servir tanto no corpo sem que se comprometa a evolução do espírito. Além do que não deixa de ser uma infatilidade investir no que passa, no corpo e não no que permanece o espírito.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A escravidão no mundo contemporaneo

A escravidão no mundo contemporâneo
“Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.”

Artigo IV da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Proclamada pela da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

De acordo com a lei a escravidão não existe mais. O último país a abolir a escravidão foi a Mauretânia em 1981. Porém a escravidão continua em muitos países, pois as leis não são aplicadas. Elas foram somente feitas pela pressão de outros países e da ONU, mas não representam a vontade do governo do respectivo país. Hoje em dia tem pelo menos 27 milhões escravos no mundo.


Quando falamos de trabalho escravo, a imagem que temos é de uma lembrança do passado, restrita aos livros de História. Infelizmente isso não é verdade. A escravidão permanece até os dias de hoje, não apenas nos países pobres como nos desenvolvidos. Produto da desigualdade e da impunidade, ela é uma grave doença social. Em sua forma contemporânea apresenta-se nas mais diversas formas: da prostituição infantil ao tráfico de órgãos, do tráfico internacional de mulheres à exploração de imigrantes ilegais e à servidão por dívida.


A legislação moderna proíbe a escravidão, mas isso não tem impedido que pessoas inescrupulosas se beneficiem do trabalho de pessoas cativas. Nenhuma região do planeta está livre desse flagelo.
O número de trabalhadores escravizados no Brasil varia de 25 mil, segundo cálculo da Comissão Pastoral da Terra (CPT) a 40 mil, pela estimativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura(Contag). Pecuária e desmatamento respondem por três quartos da incidência de trabalho escravo. Atividades agrícolas, de extração de madeira e produção de carvão também registram muitos casos.


Em março de 2003 foi lançado no Brasil o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo que constituiu uma comissão nacional para colocá-lo em execução. O plano reúne 76 medidas de combate à prática. Entre elas, projetos de lei para confiscar terras em que for encontrado trabalho escravo, suspender o crédito de fazendeiros escravocratas e transferir para a esfera federal os crimes contra os direitos humanos.


Nos países árabes e em outros países muçulmanos existem também escravos tradicionais. A caça de escravos negros, visando a captura de moças e crianças bonitas para serem escravas domésticas ou ajudantes para vários trabalhos, existe principalmente no Sudão. Na escravatura branca (tráfico humano para a prostituição forçada) se encontram presas milhões de moças, principalmente de países pobres como Ucrânia, Moldávia, Rússia, África, Índia e países, que a prostituição tem tradicionalmente muito peso, como a Tailândia e as Filipinas. As meninas são aliciadas com falsas promessas, vendidas e tem que prostituir-se até a dívida (o preço pelo compra e adicionais) é paga. Muitas vezes a mulher escravizada é vendida a seguir e tudo começa de novo. Um círculo vicioso sem conseguir escapar.


Infelizmente, nessas estatísticas não são contadas milhões de mulheres e meninas, que pela tradição ou até as leis em muitos países muçulmanos e outras regiões são consideradas propriedade de seus maridos ou pais.

Rituais e símbolos judáicos

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.


Memorá : candelabro sagrado

Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos ( aos 8 dias de vida ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas ( aos 12 anos de idade ).




Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.



Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.



As Festas Judaicas
As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são as seguintes:

Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 a.C.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico.
Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

Espiritismo - com 12.882.000 de adeptos vem em oitavo. O Brasil apresenta o maior número de adeptos da religião. A maioria dos espíritas se diz cristão (por seguir os ensinamentos de Jesus) e há um debate sobre isso.


Espiritismo é a crença segundo a qual a essência humana é baseada na existência de um espírito imortal, que pode estar entre os vivos ou não, admitindo vidas sucessivas (reencarnação) ou não e a comunicação entre os vivos e os mortos, geralmente pelo intermédio de um médium. A expressão também designa a doutrina e práticas das pessoas que partilham esta crença.


O espiritismo, apesar das diversas variações, de um modo geral fundamenta-se nos seguintes pontos:

•o homem é um espírito temporariamente ligado a um corpo (para Kardec esta ligação é feita através de uma conexão que denomina de perispírito, um envoltório semimaterial que é popularmente denominado "alma" ou "fantasma");
•a alma, especificamente, é o espírito que encontra-se ligado, ou não, ao corpo (encarnado ou desencarnado);
•o espírito, compreendido como individualidade inteligente da Criação, é imortal;
•a reencarnação é o processo natural que permite vidas sucessivas (para Kardec com a função de permitir o aperfeiçoamento dos espíritos, ligado a uma "Lei de Causa e Efeito";
•a Terra não é o único planeta com vida inteligente (pluralidade dos mundos habitados).
Fé Bahá'í - com seus 7.496.000 participantes vem em nono lugar. Surgiu na antiga Pérsia, atual Irã, em 1844, e não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio, baseando-se na crença pela unidade da humanidade, busca pela verdade e fim dos preconceitos. Seu fundador foi enterrado na Mansão de Bahjí, tornando o santuário um dos mais importante para os crentes dessa religião.


A Fé Bahá'í[ foi fundada por Bahá'u'lláh, na antiga Pérsia em 1844. Apesar de ser uma fé mundial com suas próprias leis e escrituras sagradas, não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio.


Bahá'u'lláh é um título que significa "Glória de Deus". Seus seguidores são conhecidos como bahá'ís. Sendo bahá um termo árabe que significa "Glória" ou "Esplendor".


De acordo com os ensinamentos bahá'ís, todas as religiões reveladas são provenientes da Vontade de um único Deus. Nesta concepção a revelação é progressiva, ou seja, em cada época Deus envia seus Manifestantes para educar a humanidade segundo o desenvolvimento espiritual da humanidade e necessidades de cada período.


Os bahá'is entendem que a história humana foi, por muito tempo, apenas a narração dos acontecimentos de reinos, povos, nações, religiões e ideologias, e que a História da Humanidade, como uma unidade planetária começa com a mensagem de Bahá'u'lláh. A construção de uma civilização global em eterno progresso, que respeite a unidade na diversidade e a humanidade como uma única raça forma a essência da prática baha'i.



Símbolo Bahá'í que representa a conexão de Deus à humanidade

Princípios
Todos os ensinamentos bahá'ís giram ao redor de três alicerces principais: a unidade de Deus, unidade de Seus Profetas, unidade da humanidade.

Símbolos
Um dos símbolos utilizados na Fé Bahá'í é uma estrela de nove pontas que significam as nove religiões monoteístas: Sabeismo, Hinduísmo, Judaísmo, Zoroastrismo, Budismo, Cristianismo, Islamismo, Fé Babí e Fé Bahá'í.


O número 8 e 9 são muito reverenciados pelos Bahá'ís, pelo fato de que este número aparece várias vezes na história Bahá'í, como o período entre a revelação do Báb (1844) e a de Bahá'u'lláh (1853), e principalmente pelo valor numérico da palavra Bahá` em Árabe. Além de representar por muitos o número da perfeição, ou o número de maior dígito. No Monte Carmelo, no Centro Mundial Bahá'í em Haifa, há quantidade considerável de estrelas de 8 pontas - a estrela de 8 pontas representa a religião islâmica, cuja base arquitetônica foi utilizada no Petronas Towers, na Malásia - que também é usualmente utilizada para representar a religião Bahá'í.

Tempo histórico

Tempo histórico
Assim como podemos contar o tempo através do tempo cronológico, usando relógios ou calendários, temos ainda outros tipos de tempo: o tempo geológico, que se refere às mudanças ocorridas na crosta terrestre, e o tempo histórico que está relacionado às mudanças nas sociedades humanas.



O tempo histórico tem como agentes os grupos humanos, os quais provocam as mudanças sociais, ao mesmo tempo em que são modificados por elas.

O tempo histórico revela e esclarece o processo pelo qual passou ou passa a realidade em estudo. Nos anos 60, por exemplo, em quase todo o Ocidente, a juventude viveu um período agitado, com mudanças, movimentos políticos e contestação aos governos. O rock, os hippies, os jovens revolucionários e , no Brasil, o Tropicalismo (Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, entre outros) e a Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, entre tantos outros), foram experiências sociais e musicais que deram à década de 60 uma história peculiar e diferente dos anos 50 e dos anos 70.



Isto é o tempo histórico: traçamos um limite de tempo para estudar os seus acontecimentos característicos, levando em conta que, naquele momento escolhido, muitos seres humanos viveram, sonharam, trabalharam e agiram sobre a natureza e sobre as outras pessoas, de um jeito específico.

A história não é prisioneira do tempo cronológico. Às vezes, o historiador é obrigado a ir e voltar no tempo. Ele volta para compreender as origens de uma determinada situação estudada e segue adiante ao explicar os seus resultados.

A contagem do tempo histórico
O modo de medir e dividir o tempo varia de acordo com a crença, a cultura e os costumes de cada povo. Os cristãos, por exemplo, datam a história da humanidade a partir do nascimento de Jesus Cristo. Esse tipo de calendário é utilizado por quase todos os povos do mundo, incluindo o Brasil.



O ponto de partida de cada povo ao escrever ou contar a sua história é o acontecimento que é considerado o mais importante.

O ano de 2008, em nosso calendário, por exemplo, representa a soma dos anos que se passaram desde o nascimento de Jesus e não todo o tempo que transcorreu desde que o ser humano apareceu na Terra, há cerca de quatro milhões de anos.

Como podemos perceber, o nascimento de Jesus Cristo é o principal marco em nossa forma de registrar o tempo. Todos os anos e séculos antes do nascimento de Jesus são escritos com as letras a.C. e, dessa maneira, então 127 a.C., por exemplo, é igual a 127 anos antes do nascimento de Cristo.

Os anos e séculos que vieram após o nascimento de Jesus Cristo não são escritos com as letras d.C., bastando apenas escrever, por exemplo, no ano 127.

O uso do calendário facilita a vida das pessoas. Muitas vezes, contar um determinado acontecimento exige o uso de medidas de tempo tais como século, ano, mês, dia e até mesmo a hora em que o fato ocorreu. Algumas medidas de tempo muito utilizadas são:

•milênio: período de 1.000 anos;
•século: período de 100 anos;
•década: período de 10 anos;
•qüinqüênio: período de 5 anos;´
•triênio: período de 3 anos;
•biênio: período de 2 anos (por isso, falamos em bienal).


Entendendo as convenções para contagem de tempo
Para identificar um século a partir de uma data qualquer, podemos utilizar operações matemáticas simples. Observe.

•Se o ano terminar em dois zeros, o século corresponderá ao (s) primeiro (s)algarismo (s) à esquerda desses zeros. Veja os exemplos:


ano 800: século VIII
ano 1700: século XVII
ano 2000: século XX

•Se o ano não terminar em dois zeros, desconsidere a unidade e a dezena, se houver, e adicione 1 ao restante do número, Veja:


ano 5: 0+1= 1 século I
ano 80: 0+1= 1 século I
ano 324 3+1=4 século IV
ano 1830 18+1=19 século XIX
ano 1998 19+1=20 século XX
ano 2001 20+1=21 século XXI

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O pedreiro

O Pedreiro

Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar.
Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua
família.
Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se
aposentar.

A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava
triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar
em mais um projeto, como um favor.
O pedreiro não gostou mas acabou concordando.
Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia.
Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando
materiais inadequados.
Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída.
Depois de inspecioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:
- "Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".
O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava
construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente... .
O mesmo acontece conosco...
Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que
o melhor possível na sua construção.
Depois, com surpresa, nos descobrimos que precisamos viver na casa que nós
construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não
podemos voltar atrás.
Tu és o pedreiro.
Todo dia martelas pregos, ajustas tabuas e constróis paredes.
Alguém já disse que: "A vida é um projeto que você mesmo constrói".
Tuas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que vai morar
amanhã.

Maçons e Premio Nobel

O presente trabalho não tem outra finalidade senão a de entregar aos Irmãos uma
compilação e ordenamento de dados sobre celebridades maçônicas, para um melhor e
maior cabedal de conhecimento do que é a Franco-maçonaria no que diz respeito ao
aperfeiçoamento pessoal.
Julio Juan Bautista Vicente Bordet,1870- 1961,
Medico E Bacteriologista Belga, titular do Prêmio Nobel de Medicina em 1919 por
seu trabalho sobre imunidade, os soros e o descobrimento do micróbio "de la tos
ferina y el de la difteria". Foi iniciado em 01 de novembro de 1908 na Loja "Os
amigos Filantropos" de Bruxelas.
Leon Burgeois, 1815 - 1925,
Político Francês, delegado nas conferências de Paz em Haya (1899-1907)
contribuiu na organização da Sociedades das Nações e presidiu a primeira seção
em 1920. Foi laureado com o prêmio Nobel da Paz em 1920. É reconhecido como
maçom segundo uma publicação da Grande Loja do Chile de maio-junho de 1975
Aristide Briand, 1862-1932,
Político francês, ardente defensor das idéias democráticas e pacifista. Recebeu
o Prêmio Nobel da Paz em 1926 juntamente com o Irmão Gustav Stresseman. Por
diferenças políticas não foi iniciado na loja "le trait d'unión" de caráter
conservador, "sin embargo" foi iniciado finalmente em 1895 na loja "le chavalier
du travail" que pertencia a uma obediência de duvidosa regularidade, em todos os
casos conheceu a Luz Maçônica.
Giosue Carducci, 1835 - 1907,
Poeta, escritor italiano com idéias republicanas, grande crítico da monarquia e
do papado, foi parlamentarista, recebeu o prêmio Nobel de literatura em 1906.
Foi iniciado em 1862 na Loja Felisinia (agora 846) de Bologna, posteriormente se
uniu a Loja de Propaganda de Roma. Hoje há 4 Lojas que levam seu nome em sua
homenagem, as Nrs. 103 e 853 de Bologna; a Nr. 686 de Florença e a Nr. 820 de
Follinica.
Salvatore Cuasimodo, 1901 - 1968,
Poeta e literato italiano. Foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em
1959. Sabe-se que foi maçom através do livro "la Masoneria" do autor espanhol
José ª Ferrer Benimeli.
Sir Wiston Leonard Spencer Churchill, 1874-1965,
Político, militar e publicista inglês, um dos grandes estadistas deste século,
famoso pela defesa da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial, lhe foi concedido o
Prêmio Nobel de Literatura em 1953. Foi iniciado na Loja Studholmes Nr. 1591 de
Londres, contrariamente ao que havia sido suposto, ele recebeu os três graus em
sua Loja Mãe. Foi iniciado em 24 de maio de 1901.
Elio Ducommon, 1833-1907,
Publicista e filantropo suisso, organizador da Oficina Internacional da Paz em
1891. Por sua obra pacifista lhe foi concedido o Prêmio Nobel da Paz em 1902
compartido com Alberto Gobat. Tendo em vista não se o nome de sua Loja Mãe,
serviu como Grão Mestre da Grande Loja Alpina e foi membro da antiga e famosa
Loja "Modestia y Libertad" de Zurick.
Jean Henry Dunant, 1828-1910,
Filantropo e escritor suisso, foi o pilar da fundação da Cruz Vermelha
Internacional. Em 1901 pelos seus méritos lhe foi concedido juntamente com
Frederico Passy, o Prêmio Nobel da Paz. Escritores e autoridades maçônicas tais
como Lennhoff e John Mirt afirmam que o mesmo foi Maçom mais não sabem precisar
o nome de sua Loja.
José Echegaray Y Eyzaguirre, 1847-1927,
Ilustre poeta, dramaturgo, economista, matemático, e político espanhol, foi
ministro, membro da Academia de Lingua e Ciências Exatas, em 1904 obteve o
Prêmio Nobel de Literatura em companhia do poeta Mistral. Foi Maçom de acordo
com a "História do Supremo Conselho 33", "Masoneria Española" publicada no
exílio, no México.
Enrico Fermi, 1901-1954,
Matemático e cientista italiano, autor de trabalhos de investigação sobre
elementos radioativos e, nesta qualidade é considerado um dos criadores da
Energia Atômica. Em 1938 lhe foi concedido o Prêmio Nobel de Física. O autor
especialista em História Maçônica José Ferrer Benimeli de Zaragoza assegura em
sua obra "La Masoneria" que Enrico fora maçom.
Alexander Fleming, 1881-1955,
Químico inglês, seus estudos e experiências com os vegetais e, em especial com o
hongo "penicillium" permitiu descobrir a penicilina, antibiótico que
revolucionou a medicina e salvou muitas vidas durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1945 juntamente com Florey y Chain, lhe foi outorgado o Prêmio Nobel de
Medicina. Iniciado na Loja "Maria" 2682 se uniu a Loja Misericórdia 3286, tendo
ocupado todos os cargos de uma Loja, e chegou ao Grau 30º.
Alfred Herman Fried, 1864-1921,
Doutor editor e jornalista, pacifista austríaco. Em 1911 recebeu o Prêmio Nobel
da Paz. R. V.Denslow disse em sua obra "Masoneria en el hemisferio Este"que
pertenceu a antiga e respeitável Loja "Sócrates" onde foi um dos mais antigos e
fiéis membros.
Frank Billings Kellog, 1856-1937,
Político americano, secretário de Estado do Presidente Colidge. Criou o pacto
que leva seu nome em que se declara aos fora da lei, assinado por 15 países em
1928. Por isso lhe foi outorgado o Prêmio Nobel da Paz em 1929. Foi iniciado na
Loja Rochester nº 21 de Rochester Minnesota em 1880.
Rudyard Kipling, 1865-1936,
Escritor e poeta inglês, em quase toda a sua obra literária está presente a
Maçonaria, como: "Loja Mãe", "O Homem que seria rei", "O livro das terras
virgens", "If (Ser)" . Foi lhe outorgado o Prêmio Nobel em 1907. Sendo muito
jovem foi iniciado na Loja "Esperança e Perseverança nr. 782" de Lahore - Índia.
Enrique Lafontaine, 1854-1943,
Político e jurisconsulto belga, teve participação ativa em questões de Arbítrio
Internacional. Representou seu país na Assembléia das Ligas das Nações 1920 -
1921 pelo que foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 1913. É considerado
Maçom na Revista Maçonica da Grande Loja do Chile de maio-junho de 1975.
George Cattlett Marshall, 1880-1959,
Político e militar norte-americano, serviu em três guerras pelo seu país, na
primeira guerra mundial em importantes missões, na Segunda foi um grande
estrategista no Pacífico e na guerra da Coréia foi Ministro autor do Plano
Marshall que ajudou a reconstrução da Europa. Foi iniciado Maçom "A Vista" pelo
Grão Mestre da Grande Loja do Distrito de Columbia, sistema em que se dá os três
graus simbólicos de uma forma mais rápida (no malhete), sendo um ato
excepcionalmente concedido na Maçonaria. Prêmio Nobel da Paz em 1953.

Albert Abraham Michelson, 1852-1931,
Físico norte - americano de origem alemã, grande estudioso dos fenômenos
luminosos e dos movimentos interferenciais da luz, demonstrou a constante da
velocidade da luz de Einstein. Recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1907. Sendo
"Guardiamarina" foi iniciado na Loja Washington 21 de New York em 1875.
Gabriela Mistral (Lucila Godoy Alcayaga), 1889-1957,
Professora, Poetisa, nascida em Elqui -Chile, grande valor das letras Americanas
e Mundiais, foi premiada em inúmeras oportunidades pela sua prosa. Teve cargos
diplomáticos. Foi agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura em 1945. A poetiza
Irmã Nina Donoso Correa da Grande Loja Mixta do Chile dos disse em seu trabalho
"Evocando Poetas Maçons" de 1986, que Gabriela Mistral foi iniciada na Loja
Destellos de la Serena - Chile.
Carl von Ossietsky, 1889-1938,
Escritor Alemão, pacifista, prisioneiro por espionagem em 1931 e reivindicado
posteriormente em forma pública em 1932. Ao assumir o poder os Nazistas o
encarceraram novamente e foi enviado a um campo de concentração e morreu em
1938. Em 1936 recebeu com louros o Prêmio Nobel da Paz, porém não o recebeu pois
não houve autorização dos nazistas. Foi iniciado em 1919 na Loja Menschentum Nr
3207 da Grande Loja do Sol Nascente.
Wilheim Ostwald, 1852-1932,
Professor, Físico-Químico e Pensador Alemão, nascido em Riga, especialista em
trabalhos de Eletrólises, foi o criador da síntese dos Nitratos que trouxeram a
decadência das "Saliteras Chilenas". Em 1909 recebeu o Prêmio Nobel de Química.
Foi iniciado na Loja Zu Den Drei em 1911 pelo Grão Mestre da Loja do Sol
Nascente da Alemanha.
Izhak Rabin, 1922-1966,
Político, militar israelense, Diplomático, foi fundador junto a outros do Estado
de Israel. Ministro de Golda Meier e Presidente de seu país, trabalhou na Paz no
Oriente Médio e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1984, basicamente pela sua
intervenção na paz com o Egito. Em 1968 ao assumir o cargo de Embaixador em
Washongton foi iniciado Maçom por "Comunicação" pelo Grão Mestre de Israel,
Shalom Kassan, recebendo os três graus simbólicos em uma única cerimônia.
Santiago Ramon Y Cajal, 1852-1934,
Historiador Espanhol de Fama Universal, entre seus muitos descobrimentos figuram
as leis que regem a morfologia e as conecções das células nervosas na substância
"gris" e logo em todos os órgãos. Em 1906 recebeu o Prêmio Nobel de Medicina.
Segundo o autor espanhol e presidente do Centro de Estudos Históricos da
Maçonaria, José Ferrer Benimeli, afirma em seu livro "A Maçonaria" ser o mesmo
maçom.
Charies Robert Richet, 1850-1935,
Filósofo Francês, uma das maiores figuras da medicina moderna, autor de
numerosos estudos, dentro deles a imunologia, tendo feito grandes descobrimentos
que permitiu um grande avanço na cura da epilepsia. Foi galardoado com o Prêmio
Nobel de Medicina em 1913. Foi iniciado na Loja Cosmos de Paris em 1876.
Theodore Roosevelt, 1858-1919,
Político e Presidente dos Estados Unidos 1901-1909, sua atitude de homem popular
foi devido as suas intervenções saneando a política interior, controlando os
Trust financeiros, reconheceu a Independência do Panamá. Em 1906 foi agraciado
com o Prêmio Nobel da Paz. Foi membro da Loja Matinecock Nr 306, Bahia Oyster de
New York.
Elihu Root, 1845-1937,
Político Norte-americano, secretário do Presidente Mac-kinley, membro do
Tribunal de Haya, foi um dos fundadores de Tribunal do Mundo (o del Arbitraje).
Em 1912 recebeu o Prêmio Nobel da Paz quando de visita a T. Roosevelt em Bahia
Oyster, sendo membro da Loja Matinecoock Nr 306 como presidente vitalício.
Hernan Staudinger, 1881-1965,
Destacado Professor de Química Alemão desempenhou suas atividades no Colégio
Técnico Federal da Suissa, que lhe considera um dos fundadores da moderna
indústria de plástico. Em 1953 recebeu o Prêmio Nobel de Química. Pese p fato de
ser alemão, foi membro da Loja Suiza Modestia Cum Libertate.
Gustav Stresseman, 1878-1929,
Político Alemão, foi Ministro entre 1923 e 1929, junto com Bismark é considerado
como um dos políticos mais brilhantes de sua época. Em 1926 foi agraciado com o
Prêmio Nobel da Paz junto com Brian, outro Maçom, por sua obra em prol da Paz.
Em 1929 se uniu a Grande Loja Frederick Nr 618 em Berlim e fou um Honorário,
Grande Oficial da Loja "Los Tres Globos".
Thomas Mann, 1899 - 1955,
Teve grande repercussão em 1975 na República Federal da Alemanha, as celebrações
literárias pela passagem do primeiro centenário de nascimento de Thomas Mann, no
dia 06 de junho. Em honra ao célebre escritor alemão, filho dileto da Maçonaria,
agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1929, foram dedicadas numerosas
solenidades e publicações. Já em 1974, um livro sobre Thomas Mann, atingiu a
lista de "Best Sellers", do país: as reminiscências da esposa de noventa anos do
grande literato, falecido em agosto de 1955 em Kilchberg, na Suíça. Embora pouca
gente saiba, sua mãe, Julia da Silva Bruhns, era brasileira natural de Angra dos
Reis, tendo contraído núpcias com o comerciante e senador Johns Heinrich Mann.
Evocando as palavras de Gorthe, é o próprio Thomas Mann que escreve: "Indagando
pela origem das inclinações herdadas, devo contatar que tenho de meu pai a
maneira séria de encarar a vida, mas de minha mãe a natureza alegre e no mais
amplo conceito artístico - sensitivo, o prazer de fabular".
Juntamente com as cidades de Munique - onde Thomas Mann viveu de 1893 a 1933,
antes de ser perseguido pelos nazistas como "autor subversivo" - e depois de
regressar aos EEUU, de 1952 até a sua morte - foi realizado uma Semana Thomas
Mann de 01 a 08 de junho de 1975.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cura do Cancer

Em 2008, foi escrito um quinzenal sobre a cura do câncer que trouxe em primeira mão a informação de nova possibilidade de tratamento e que vale a pena ler novamente e avaliar.
À época foi grande o número de comentários deixados e também a troca de e-mails, sobretudo em espanhol, sendo que o boletim, o material de apoio e as técnicas de aplicação do bicarbonato, foram traduzidas pela querida Teresa. Diversos casos de remissão da doença foram relatados e, ainda que nenhum médico brasileiro tenha feito contato com o Site, a coisa foi avançando, mesmo que sem muito alarde, também por aqui.

O bicarbonato no lugar dos quimioterápicos
A versão on-line do jornal italiano La Repubblica divulgou um texto que mostra o quanto as mudanças de paradigma sobre o tema estão contagiando parte do mundo científico, principalmente na Itália, onde o Dr. Simoncini fez sua descoberta e por lá mesmo teve de enfrentar pesadas acusações de charlatanismo, somente por carregar corajosamente a bandeira da cura dos tumores, que pode ser obtida de forma simples, barata e sem efeitos colaterais, pelo uso do bicarbonato, indo contra a postura cristalizada e mercantilista dos poderosos laboratórios farmacêuticos transacionais, que impõem aos pacientes de câncer suas quimioterapias altamente invasivas, escassamente eficazes -para dizer pouco- e cujo preço é astronômico.

No congresso do ISPDC (Sociedade Internacional para a Dinâmica dos Prótons no Câncer) que está acontecendo em Roma, finalmente foi mostrada a eficácia dos antiácidos e do bicarbonato, de acordo com cientistas do renomado Instituto Superior da Saúde Italiano (ISS). A premissa hoje leva em conta que (nas palavras do Presidente do ISPDC, Stefano Fais) "Os tumores são ácidos e a acidez é o mecanismo que o câncer utiliza para se isolar de todo o resto, inclusive dos fármacos... Uma terapia com genérico (bicarbonato) custa hoje, na Europa, o equivalente à cerca de 1300 R$ por ano, contra 120.000 R$ utilizando a quimioterapia, mas as indústrias farmacêuticas até o momento não são muito interessadas a esse outro tipo de enfoque. No entanto, testes patrocinados pelo ISS em parceria com Institutos do Câncer de Milão e Siena, em mais de 100 pacientes, mostraram resultados altamente encorajadores, que têm melhorado a resposta do paciente à terapia, mesmo nos casos em que a convencional não funcionava mais, ou de metástases ou recidivas, ainda que a quimioterapia continue sendo utilizada nos protocolos. [...] O mesmo trabalho está ocorrendo agora na Fudan University de Shangai (China) para o câncer do seio, enquanto que no Cancer Center de Tampa, na Flórida, está sendo experimentado o uso do bicarbonato por via oral".





Quem tem uma percepção aguçada e sabe ler nas entrelinhas da matéria do jornal, reconhece o quanto já avançamos em relação a dois anos atrás. A verdade é soberana, liberta, cura e ilumina o caminho. E se revela forte e clara a quem sabe sentir, silenciar a mente, perguntar e receber a resposta vinda de sua própria essência, livre de quaisquer condicionamentos externos.
A manutenção de nossa saúde física, emocional, mental e espiritual é nossa absoluta prerrogativa e obrigação. Quem nos acompanha há mais tempo sabe qual é a origem das doenças e aprendeu como preveni-las de forma eficaz; sabe ainda que a enfermidade é somente um aviso para sugerir uma mudança de rota e que, uma vez resolvida a desarmonia que a gerou, desaparece definitivamente.

O mundo é uma casa amiga e um lugar de aprendizado, resgate, trocas importantes e de felicidade pura, quando, finalmente, conseguimos entender o sentido profundo da vida e todas suas implicações, bem como as leis imutáveis que a regem. Quantas pessoas voltaram a ter sua saúde resgatada, graças às técnicas do Dr. Simoncini que utilizam as soluções de bicarbonato? Quantos, do contrário, ainda que conhecendo esta opção disponível, não mostraram a necessária coragem e determinação para ouvir o oráculo interno, dirigidos somente pela vontade de terceiros, por vezes pouco comprometidos com a sagrada arte da cura?

Agora, é definitivamente tempo de renovação, transformação; de buscar, de experimentar, de estar ao leme de nosso destino. De confiar em nossa intuição e em nosso poder. Se algum familiar, amigo ou amiga se encontrar enfermo e necessitado, por que não tentar também a cura pelo bicarbonato, esta preciosa substância de inúmeras utilidades que sempre fez parte das "farmácias caseiras" de nossas avós...
Lembro aqui que as quatro principais técnicas empregadas são:
- Ingestão da solução de bicarbonato por via oral;
- Por via intravenosa (soro);
- Por inalação -nebulização da solução-, principalmente em casos de câncer do pulmão;
- Por lavagens internas ou gargarejos, dependendo do órgão afetado.

Vamos finalmente conhecer melhor estes fatos, levar em consideração estes dados e informações verídicos e adotar uma nova postura, confiante e firmemente? Podemos começar com atitudes bem práticas, como por exemplo, divulgando simplesmente esse boletim e levando a milhares de pessoas a possibilidade de ver uma nova luz despontando no horizonte...
Sim, somos seres divinos, com infinitas capacidades de autodesenvolvimento e poder de cura... está tudo em nossas mãos.
Vamos juntar esforços e energias para transformar nossos padrões de crença e mudar de vez nosso nível de realidade, projetando-nos em dimensões onde a Luz baniu as trevas para sempre e o que restou da doença é somente uma página esquecida em velhos livros de história.