Quem passa muito tempo em frente ao computador ou trabalha em ambientes de ar condicionado sabe que não demora muito para que os olhos comecem a apresentar algum tipo de irritação. Isso ocorre pelo fato de, durante a leitura, as pessoas diminuírem o ritmo da piscada, deixando de lubrificar os olhos. Logo alguns sintomas da "síndrome da visão do computador" começam a aparecer.
O médico oftalmologista Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello explica melhor esta doença e o que deve ser feito para evitá-la.
O que é a síndrome da visão do computador?
Essa síndrome é na verdade uma forma de explicar um mal-estar, uma indisposição que o paciente apresenta quando trabalha no computador. O que acontece é que, quando nós temos uma área de fixação [da visão] muito grande, por exemplo, uma leitura, no cinema, nós diminuímos o ritmo da piscada. A diminuição do ritmo de piscar faz com que o olho não se lubrifique bem. Isso leva a um desconforto, um ardor, uma certa vermelhidão.
O monitor do computador exerce um fascínio nas pessoas. Elas passam horas em frente ao computador. Por permanecer muito tempo lendo, elas apresentam alguns sintomas dessa suposta síndrome.
Mas isso não tem nada a ver com uma possível “irradiação” que sai do computador e que prejudica os olhos. Absolutamente não é isso! É o esforço [da leitura] que é muito grande. Um exemplo é: você pode ter um pequeno problema muscular na sua perna e você consegue caminhar até a esquina. Se você correr uma maratona, você vai ter sintomas. O computador é correr uma maratona. É um esforço muito grande pelo fascínio que aquilo exerce.
Na realidade não é um mal que o computador causa. Não é uma doença promovida pelo computador. É o esforço exagerado, a atenção exagerada de horas, perante o monitor, que acaba dando os sintomas.
Quais são as causas?
Um problema de base da pessoa que agora se manifesta no esforço excessivo.
Quais são os sintomas?
Ardência, "olho pesado", sensação de cansaço, olhos vermelhos, e muitas vezes ainda o computador está em um ambiente seco e com ar condicionado, o que leva também a secar mais rapidamente os olhos.
Como é feito o diagnóstico?
Através de uma consulta oftalmológica.
Quais são os danos que pode causar a longo prazo na visão?
Na visão não causa nada. É um problema de incapacidade no trabalho. A pessoa não tem a mesma performance que teria se não estivesse com a doença. Mas não que aquilo vá prejudicá-la no futuro, não vai desenvolver nada.
Os óculos de proteção especiais realmente protegem a visão na frente do computador?
Não existe nenhum trabalho científico que comprove que esses óculos tragam benefícios à visão.
Existe uma forma de tratamento?
Depende da causa. Pode ser um par de óculos, a necessidade de um lubrificante ocular, recomendar ao paciente que trabalhe uma hora e descanse 5 minutos... Depende da causa.
Que hábitos o portador desta doença deve ter para não ter a saúde prejudicada?
Todos que apresentem sintomas devem fazer uma consulta médica. Aí sim se determina um tratamento apropriado, e não começar a experimentar várias coisas. É muito importante manter os cuidados com a visão em dia.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Os sinais maçõnicos
Os Sinais Maçônicos
Especula-se muito no mundo profano a respeito dos sinais pelos quais se reconhecem os maçons. Idéias das mais mirabolantes rondam o imaginário popular. Depois de iniciado e visitar as lojas em nossa cidade e arredores, ficava admirado com a quantidade de homens, de minha convivência ou conhecimento, que me reconheciam como irmão e me recebiam com cordialidade, amizade e carinho. Com o passar do tempo, percebi que os sinais de que eram maçons já haviam sido dados, faltando de minha parte, capacidade de compreensão para percebê-los. Capacidade que começo a adquirir com o passar do tempo. Os sinais que me foram dados são aqueles que fazem um homem de grande virtude no mundo profano, mas que são obrigatórios ao verdadeiro maçom. Sinais de homens probos na sociedade. Bons filhos, bons pais e bons maridos. Sinais de tolerância no trato com todos. Seriedade em seus empregos ou negócios e a ação positiva na tentativa de praticar o bem e contribuir para uma sociedade mais justa e fraterna.
Acredito serem estes os sinais que identificam o verdadeiro irmão. O sinal de amizade e respeito no trato com todos, onde a igualdade vale em qualquer situação. O sinal de tolerância em uma ordem, onde encontramos irmãos que representam a pluralidade de nossa sociedade, e onde sempre existirão diferenças entre o conhecimento e assimilação de nossos ensinamentos.
O sinal de saber falar e saber ouvir. Sempre somar e nunca dividir. Tornando nossa ordem unida e coesa, onde as decisões são tomadas de forma participativa e o todo vale mais que o singular.
Que o Grande Arquiteto do Universo me ajude a poder um dia passar estes sinais aqui ou no mundo profano para que nenhum irmão se surpreenda ao me reconhecer como tal.
Especula-se muito no mundo profano a respeito dos sinais pelos quais se reconhecem os maçons. Idéias das mais mirabolantes rondam o imaginário popular. Depois de iniciado e visitar as lojas em nossa cidade e arredores, ficava admirado com a quantidade de homens, de minha convivência ou conhecimento, que me reconheciam como irmão e me recebiam com cordialidade, amizade e carinho. Com o passar do tempo, percebi que os sinais de que eram maçons já haviam sido dados, faltando de minha parte, capacidade de compreensão para percebê-los. Capacidade que começo a adquirir com o passar do tempo. Os sinais que me foram dados são aqueles que fazem um homem de grande virtude no mundo profano, mas que são obrigatórios ao verdadeiro maçom. Sinais de homens probos na sociedade. Bons filhos, bons pais e bons maridos. Sinais de tolerância no trato com todos. Seriedade em seus empregos ou negócios e a ação positiva na tentativa de praticar o bem e contribuir para uma sociedade mais justa e fraterna.
Acredito serem estes os sinais que identificam o verdadeiro irmão. O sinal de amizade e respeito no trato com todos, onde a igualdade vale em qualquer situação. O sinal de tolerância em uma ordem, onde encontramos irmãos que representam a pluralidade de nossa sociedade, e onde sempre existirão diferenças entre o conhecimento e assimilação de nossos ensinamentos.
O sinal de saber falar e saber ouvir. Sempre somar e nunca dividir. Tornando nossa ordem unida e coesa, onde as decisões são tomadas de forma participativa e o todo vale mais que o singular.
Que o Grande Arquiteto do Universo me ajude a poder um dia passar estes sinais aqui ou no mundo profano para que nenhum irmão se surpreenda ao me reconhecer como tal.
Segurança pública e Sociedade
Um dos problemas mais afligente do Brasil de hoje é sem sombras de dúvidas, a questão da segurança pública que deixa a desejar aos anseios da população, pois em todos os lugares a violência e a criminalidade crescem em proporções imensuráveis e de maneira incontrolável pelo poder público.
Aos olhos do povo, parece ser a Polícia a única responsável pela segurança da sociedade, quando em verdade tem essa instituição somente a função mais árdua de todas, vez que atua na linha de frente em prevenção ao crime ou na garimpagem de criminosos e na execução das leis penais, a fim de torná-las efetivas ao exigir o cumprimento das regras sociais e solucionar os seus conflitos.
Assim, durante muito tempo a problemática da segurança pública foi vista apenas como questão de ordem absoluta da Polícia, regida e orquestrada pelos governos estadual e federal, sem participação alguma de qualquer segmento da sociedade.
Agora que a epidemia da insegurança se alastrou por todo o Brasil a própria sociedade se mostra preocupada com o problema e até já comunga com o preceito constitucional de que a segurança pública é responsabilidade de todos, e com isso já se formam movimentos diversos que objetivam maior interatividade com a Polícia para uma conseqüente união de forças de combate ao crime.
As associações de moradores e os conselhos de segurança dos Estados, bem como, as diversas organizações não governamentais já se conscientizam e devem se fortalecer cada vez no sentido de ajudar a Polícia, na sua árdua missão de combater o mal e resgatar a ordem ferida.
Entretanto, essa necessária e importante interação ainda aparece de maneira emperrada, pois existe a tradição arraigada no seio de grande parte da sociedade em generalizar, colocando-se com regra ao invés da exceção, que a Polícia é ineficiente e criminosa, que todo policial é ignorante, arbitrário, violento e irresponsável, quando em verdade, de uma maneira geral, tais entendimentos não passam de pensamentos ilógicos e insensatos, vez que é dever e obrigação de todos os nossos componentes, acima de tudo, valorar e guardar as leis do país e, em assim sendo, não é uma minoria desvirtuada que deve superar a grande maioria dos nossos valorosos policiais que trabalham com amor a causa.
Aliados a tais pensamentos insensatos que menosprezam as nossas classes, os governos ao longo dos tempos pouco investiram ou investem nas suas Polícias. A segurança pública sempre foi esquecida e sucateada através dos anos. As Polícias sempre foram relegadas ao segundo plano, principalmente no que tange a valorização profissional dos nossos membros. Com raras exceções, poucas conquistas foram alcançadas pelas classes policiais em alguns Estados da Nação.
Assim, as várias culturas negativas que cresceram no âmago do povo através das eras relacionadas a tais questões pejorativas em desfavor dos policiais, fazendo com que a sociedade tema a Policia ao invés de respeitá-la como aliada, urgem em ser desclassificadas e ao mesmo tempo revistas para o bem geral da nação brasileira.
A eficiência do trabalho policial está intimamente ligada ao bom relacionamento entre cidadãos e policiais. Um deve ver e sentir o outro no valor da amizade, como elemento de apoio, de confiança nos seus recíprocos atos. Os policiais dependem da iniciativa e da cooperação das pessoas e estas dependem da proteção dos policiais.
Havendo mudanças nessas concepções errôneas para que haja uma maior união e interatividade entre o povo e a sua Polícia. Para que haja confiança do cidadão nas ações da Polícia. Para que a sociedade tenha a Polícia como sua amiga, como sua aliada no combate ao crime e no cumprimento das leis. Para que a própria sociedade reconheça e se engaje na nossa luta pelo resgate da dignidade perdida, relacionada principalmente a salários condizentes com a importância da árdua missão policial e então estimular ainda mais o bom profissional, teremos enfim, uma segurança pública mais real, mais eficaz e satisfatória aos anseios da própria população.
Aos olhos do povo, parece ser a Polícia a única responsável pela segurança da sociedade, quando em verdade tem essa instituição somente a função mais árdua de todas, vez que atua na linha de frente em prevenção ao crime ou na garimpagem de criminosos e na execução das leis penais, a fim de torná-las efetivas ao exigir o cumprimento das regras sociais e solucionar os seus conflitos.
Assim, durante muito tempo a problemática da segurança pública foi vista apenas como questão de ordem absoluta da Polícia, regida e orquestrada pelos governos estadual e federal, sem participação alguma de qualquer segmento da sociedade.
Agora que a epidemia da insegurança se alastrou por todo o Brasil a própria sociedade se mostra preocupada com o problema e até já comunga com o preceito constitucional de que a segurança pública é responsabilidade de todos, e com isso já se formam movimentos diversos que objetivam maior interatividade com a Polícia para uma conseqüente união de forças de combate ao crime.
As associações de moradores e os conselhos de segurança dos Estados, bem como, as diversas organizações não governamentais já se conscientizam e devem se fortalecer cada vez no sentido de ajudar a Polícia, na sua árdua missão de combater o mal e resgatar a ordem ferida.
Entretanto, essa necessária e importante interação ainda aparece de maneira emperrada, pois existe a tradição arraigada no seio de grande parte da sociedade em generalizar, colocando-se com regra ao invés da exceção, que a Polícia é ineficiente e criminosa, que todo policial é ignorante, arbitrário, violento e irresponsável, quando em verdade, de uma maneira geral, tais entendimentos não passam de pensamentos ilógicos e insensatos, vez que é dever e obrigação de todos os nossos componentes, acima de tudo, valorar e guardar as leis do país e, em assim sendo, não é uma minoria desvirtuada que deve superar a grande maioria dos nossos valorosos policiais que trabalham com amor a causa.
Aliados a tais pensamentos insensatos que menosprezam as nossas classes, os governos ao longo dos tempos pouco investiram ou investem nas suas Polícias. A segurança pública sempre foi esquecida e sucateada através dos anos. As Polícias sempre foram relegadas ao segundo plano, principalmente no que tange a valorização profissional dos nossos membros. Com raras exceções, poucas conquistas foram alcançadas pelas classes policiais em alguns Estados da Nação.
Assim, as várias culturas negativas que cresceram no âmago do povo através das eras relacionadas a tais questões pejorativas em desfavor dos policiais, fazendo com que a sociedade tema a Policia ao invés de respeitá-la como aliada, urgem em ser desclassificadas e ao mesmo tempo revistas para o bem geral da nação brasileira.
A eficiência do trabalho policial está intimamente ligada ao bom relacionamento entre cidadãos e policiais. Um deve ver e sentir o outro no valor da amizade, como elemento de apoio, de confiança nos seus recíprocos atos. Os policiais dependem da iniciativa e da cooperação das pessoas e estas dependem da proteção dos policiais.
Havendo mudanças nessas concepções errôneas para que haja uma maior união e interatividade entre o povo e a sua Polícia. Para que haja confiança do cidadão nas ações da Polícia. Para que a sociedade tenha a Polícia como sua amiga, como sua aliada no combate ao crime e no cumprimento das leis. Para que a própria sociedade reconheça e se engaje na nossa luta pelo resgate da dignidade perdida, relacionada principalmente a salários condizentes com a importância da árdua missão policial e então estimular ainda mais o bom profissional, teremos enfim, uma segurança pública mais real, mais eficaz e satisfatória aos anseios da própria população.
A geração que sobrou
Quando pensamos na geração que somos e na que hoje educamos, não existe a mínima possibilidade de não confrontarmos a geração digital, tecnologicamente plugada do mundo, com a analógica, mais lenta, complexa. Como prover conhecimento numa geração que está tão informada e se diz tão completa?
Como sensibilizar essa geração aos problemas do mundo e em torno deles, sendo que são, muitas vezes, egoístas e individualistas? O que sobrou para nós, educadores, quando nos deparamos com a realidade complexa de tentar ensinar pequenos seres humanos tão diferentes do que nos ensinaram sobre eles?
Somos, mesmo, a geração que estudou muito, almejando um dia estar no topo, comendo a coxa do frango, e hoje, literalmente, nossos alunos é que saboreiam a coxa, deixando-nos com um sentimento de desconhecimento, descrença, inabilidade e, quem sabe, sentimento de incompetência ou até de questionamento sobre nosso real papel, numa atualidade gerida e gerada com outros tipos de condutas e valores.
Como resolver questões de estudantes que, em muitos casos, dominam equipamentos com mãos muito mais hábeis que os seus próprios professores? Como um profissional, diante de uma situação como essa, enfrenta uma sala repleta de serezinhos com olhos ávidos, que torcem por um ‘escorregão tecnológico’ de quem ensina, para que possam se divertir em gargalhadas da inabilidade e trapalhadas relativas ao manuseio de um simples PowerPoint?
De que forma podemos passar valores, atitudes, comportamentos socialmente corretos para quem está a anos-luz à nossa frente, tecnologicamente falando, mas perdido nas trevas da ignorância sobre os problemas da vida? Como agir, o que fazer para, pelo menos, conseguirmos, na escola, nos aproximarmos mais do nosso aluno, sem sermos considerados retrógrados, perdidos no tempo e no espaço?
Como conquistar a dignidade diante de turmas rebeldes, originadas de famílias desestruturadas e, tanto quanto, perdidas no invólucro da vida? Que não indicam o caminho, que por omissão e ausência nos momentos mais cruciais da criança dizem sim a todos os pedidos, que deseducam, e que com essas atitudes os deixam mais desorientados ainda.
Vale a reflexão do nosso papel de educador, numa sociedade conflitante e atordoada,
Como sensibilizar essa geração aos problemas do mundo e em torno deles, sendo que são, muitas vezes, egoístas e individualistas? O que sobrou para nós, educadores, quando nos deparamos com a realidade complexa de tentar ensinar pequenos seres humanos tão diferentes do que nos ensinaram sobre eles?
Somos, mesmo, a geração que estudou muito, almejando um dia estar no topo, comendo a coxa do frango, e hoje, literalmente, nossos alunos é que saboreiam a coxa, deixando-nos com um sentimento de desconhecimento, descrença, inabilidade e, quem sabe, sentimento de incompetência ou até de questionamento sobre nosso real papel, numa atualidade gerida e gerada com outros tipos de condutas e valores.
Como resolver questões de estudantes que, em muitos casos, dominam equipamentos com mãos muito mais hábeis que os seus próprios professores? Como um profissional, diante de uma situação como essa, enfrenta uma sala repleta de serezinhos com olhos ávidos, que torcem por um ‘escorregão tecnológico’ de quem ensina, para que possam se divertir em gargalhadas da inabilidade e trapalhadas relativas ao manuseio de um simples PowerPoint?
De que forma podemos passar valores, atitudes, comportamentos socialmente corretos para quem está a anos-luz à nossa frente, tecnologicamente falando, mas perdido nas trevas da ignorância sobre os problemas da vida? Como agir, o que fazer para, pelo menos, conseguirmos, na escola, nos aproximarmos mais do nosso aluno, sem sermos considerados retrógrados, perdidos no tempo e no espaço?
Como conquistar a dignidade diante de turmas rebeldes, originadas de famílias desestruturadas e, tanto quanto, perdidas no invólucro da vida? Que não indicam o caminho, que por omissão e ausência nos momentos mais cruciais da criança dizem sim a todos os pedidos, que deseducam, e que com essas atitudes os deixam mais desorientados ainda.
Vale a reflexão do nosso papel de educador, numa sociedade conflitante e atordoada,
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A MAÇONARIA
A Maçonaria
A Maçonaria é uma Instituição secular cuja origem se perdeu nas brumas dissipadas pela tenualidade do tempo, mesmo assim deixou pegadas em toda a extensão da história do homem. Ela é essencialmente filantrópica, filosófica visando à educação e o progresso do homem na sociedade. Foi denominada por muito tempo como Franco-Maçonaria. Por sua institucionalização e grande aceitação na França.
Começou a ganhar “status” como Sociedade Secreta com os mestres de obras das catedrais medievais, construtores que trabalhavam ao ar livre. Com sua arte esses construtores se notabilizaram por toda a Inglaterra, construindo castelos, palácios, igrejas e passaram a ser chamados como Free-stone mason.
Passa a ser organizada as associações de pedreiros livres, com suas normas e regras. No início era uma associação voluntária de homens livres, que ao se relacionarem com nobres e aristocratas, cresce tanto que passam a usá-la contra os abusos e desmandos da época, por não poderem ser identificados sua origem se perde na Idade Média. Para Nut-sa-Tefnut, 2001, p.1:
“Não possui a Maçonaria leis gerais nem livro santo que a definam ou obriguem todo o maçom através do mundo; não sendo uma religião, não tem dogmas. Em cada país e ao longo dos séculos, estatutos numerosos se promulgaram e fizeram fé para comunidades diferentes no tempo e nos costumes. Mas a Maçonaria possui certos números de princípios básicos, aceitos por todos os irmãos em todas as partes do mundo. É essa aceitação, aliás, que torna possível a fraternidade universal dos maçons e a sua condição de grande família no seio da Humanidade, sem que, no entanto, exista uma potência maçônica à escala mundial nem um Grão-Mestre, como que um Papa, que centralize o pensamento e a ação da Ordem.”.
Em sistema de conduta moral prega ao iniciado a necessidade de desenvolver capacidade para vencer suas paixões, dominar seus vícios, ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo o que oprime a alma do homem, tornando-se exemplo da liberdade, igualdade e fraternidade. São milhões de membros em todo o mundo.
A Palavra Maçonaria vem provavelmente do francês Maçonnerie, que significa uma construção qualquer, feita por um pedreiro, o maçom. Assim é essencial que o homem consiga na sua vida edificar sua moral, sua família, sua profissão como maçom, na construção também de seu edifício interior.
Segundo o dicionário Luft, p. 396: profanamente Maçom é o “Membro da Maçonaria; pedreiro-livre.” E vem da palavra Maço no mesmo dicionário que significa: “Espécie de martelo de madeira usado por carpinteiros, calceteiros, escultores, [...] Porção de coisas do mesmo gênero, atadas, juntas, contidas no mesmo invólucro; pacote; feixe.”
A palavra maçom vem gramaticalmente do radical da palavra MAÇO, que significa essa espécie de martelo de madeira usado por carpinteiros, calceteiros e escultores no passado. Hoje esses profissionais usam o cinzel. Também significa essa porção de coisas juntas ou contidas no mesmo invólucro; pacote; feixe. Todos os maçons são parte de um grande feixe, de uma grande obra que alguns nem sabem como divisarem nesta infinidade que é o conhecimento humano. Ser maçom não é ser qualquer coisa em relação a uma espécie a que pertence. Ser maçom é fazer maçonaria que nos remete a uma frase perdida no tempo sem autoria definida “Ser maçom é um motivo de orgulho”.
Esse maçom membro da maçonaria tem que ser um aluno fiel e estudioso dos ensinamentos maçônicos, tem que querer evoluir. Pois a maçonaria, em sua filosofia trata da essência, propriedade e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura. Não tem por princípio obter lucro pessoal de nenhuma classe, ao contrário, suas arrecadações e seus recursos servem ao bem estar do homem – seu semelhante, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião, ou raça. Buscando a elevação espiritual e a tranqüilidade de consciência. Assim afirma Nut-sa-Tefnut, 2001, p.1:
“Simbolicamente, o maçom vê a si mesmo como uma pedra bruta que tem de ser trabalhada, com instrumentos alegóricos adequados, para convertê-la em um cubo perfeito, capaz de se encaixar na estrutura do templo do Gr.·.Arch.·.do Un.·.. ”.
A maçonaria, não é uma religião e muito menos uma seita, é uma sociedade de homens de bem, porém é Progressista sim, pois parte do princípio da imortalidade, da crença em um princípio criador e regulador do todo. Um Ser Infinito e conhecido como GADU – O Grande Arquiteto do Universo que é DEUS nas religiões – daí poder ser taxada de religiosa não de religião. Não se prende a Dogmas, nem Fundamentalismos, nem Prevenções, ou muito menos Supertições. Por isso o Maçom nunca se oporá aquele que quer e deseja buscar a verdade.
A Maçonaria hoje é uma construtora de indivíduos, que evoluem e se tornam homens iguais e fraternos. Todo maçom por natureza se dedica a paz, a liberdade. Para a Maçonaria é dever do homem: “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. Ela cria na mente do maçom a necessidade de fazer o bem em seu mais amplo sentido, cumprir os deveres para com a sociedade. Primar pela Ciência – Justiça – Trabalho para dignificar a existência humana e criar uma consciência reflexiva no homem no campo filosófico, filantrópico e progressista. Para Nut-sa-Tefnut, 2001, p.2:
“A transmissão dos preceitos Maçônicos se faz através de cerimônias, ricas em alegorias, que seguem antigas e aceitas formas, usos e costumes, que remontam às Guildas dos construtores de Catedrais da Idade Média, usando inclusive as mesmas ferramentas do Ofício de pedreiro. Este aprendizado passa pela necessidade de todo iniciado controlar as suas paixões, de submeter sua vontade às Leis e princípios morais, amar a sua família e à sua Nação, considerando o trabalho como um dever essencial do Ser Humano.”.
Ter princípios é seguir as regras, ter preceitos. Ter preceitos é seguir uma doutrina um ensinamento e na maçonaria são três os princípios maiores. A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças ou nações; A igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos, sem distinguir religião, raça ou nacionalidade.
A fraternidade de todos os homens, já que somos todos oriundos de um mesmo criador, seres humanos fraternos e irmãos. Ser maçom é ter sempre na mente o lema do verdadeiro maçom: A Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; a Justiça para equilibrar e enaltecer as relações humanas; O Trabalho, por meio da qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Ser maçom é ser verdadeiro em todas as situações, examinar sempre a moral e praticar as virtudes. Cavando cada vez mais masmorras ao vício tornando-se um templo vivo e verdadeiro para uma sociedade mais justa.
Ilustres Maçons:
Voltaire
Goethe
Lessing
Beethoven
Haydn
Mozart
Frederico O Grande
Napoleão
Garibaldi
Byron
Lamartine
Hugo
Castellar
Mazzini
Espling
Washington
Pe Miranda
San Martin
O’Higgins
Bolivar
Marti
Benito Juares
Dom Pedro I
Presidentes da República do Brasil:
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Manoel Ferraz de Campos Salles
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Wenceslau Pereira
Washington Luiz Pereira
Nereu Ramos
João Café Filho
Jânio Quadros
Maçons Ilustres do Brasil:
Antonio Carlos Ribeiro de Andrade
Barão de Cotegibe
Cons. João Alfredo
Marques de Sapucai
Casimiro de Abreu
Domingos José Martins
Pe Diogo Feijó
Sen. Evaristo da Veiga
Acaíba Montezuma
Frei Francisco de Santa Tereza
Frei Monte Alverne
Frei Joaquim do Amor Divino Canéca
José Bonifácio de Andrada e Silva
Joaquim Gonçalves Ledo
Conego Januário da Cunha Barbosa
Joaquim Nabuco
Duque de Caxias
Gen. Osório
Barão do Rio Branco
Visconde de Taunay
Padre José de Santa Rita
Emiliano Perneta
Benjamim Constant
José do Patrocínio
Eusébio de Queiróz
A Maçonaria respeita as opiniões políticas, as crenças religiosas de todos os homens é uma instituição extremamente tolerante, prega essa tolerância em função da liberdade do homem. Por isso combate a ignorância, a surpetição e o fanatismo. É uma sociedade, não é secreta, pois é amplamente divulgada e conhecida, é registrada como uma sociedade nos vários países que atua e recebe a concessão de Personalidade Jurídica. Hoje existem escritos sobre seus princípios em todos os meios de comunicação. Seu único segredo é o meio de reconhecimento entre irmãos, que só se conhece entrando na instituição. Reconhecer uma pessoa como irmão, poder praticar a verdadeira amizade. O respeito ao ser humano independente se sua fortuna e de seu posto na sociedade, interpretar seus símbolos e o ensinamento para bem viver só iniciando em seus sagrados mistérios.
A Maçonaria é uma Instituição secular cuja origem se perdeu nas brumas dissipadas pela tenualidade do tempo, mesmo assim deixou pegadas em toda a extensão da história do homem. Ela é essencialmente filantrópica, filosófica visando à educação e o progresso do homem na sociedade. Foi denominada por muito tempo como Franco-Maçonaria. Por sua institucionalização e grande aceitação na França.
Começou a ganhar “status” como Sociedade Secreta com os mestres de obras das catedrais medievais, construtores que trabalhavam ao ar livre. Com sua arte esses construtores se notabilizaram por toda a Inglaterra, construindo castelos, palácios, igrejas e passaram a ser chamados como Free-stone mason.
Passa a ser organizada as associações de pedreiros livres, com suas normas e regras. No início era uma associação voluntária de homens livres, que ao se relacionarem com nobres e aristocratas, cresce tanto que passam a usá-la contra os abusos e desmandos da época, por não poderem ser identificados sua origem se perde na Idade Média. Para Nut-sa-Tefnut, 2001, p.1:
“Não possui a Maçonaria leis gerais nem livro santo que a definam ou obriguem todo o maçom através do mundo; não sendo uma religião, não tem dogmas. Em cada país e ao longo dos séculos, estatutos numerosos se promulgaram e fizeram fé para comunidades diferentes no tempo e nos costumes. Mas a Maçonaria possui certos números de princípios básicos, aceitos por todos os irmãos em todas as partes do mundo. É essa aceitação, aliás, que torna possível a fraternidade universal dos maçons e a sua condição de grande família no seio da Humanidade, sem que, no entanto, exista uma potência maçônica à escala mundial nem um Grão-Mestre, como que um Papa, que centralize o pensamento e a ação da Ordem.”.
Em sistema de conduta moral prega ao iniciado a necessidade de desenvolver capacidade para vencer suas paixões, dominar seus vícios, ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo o que oprime a alma do homem, tornando-se exemplo da liberdade, igualdade e fraternidade. São milhões de membros em todo o mundo.
A Palavra Maçonaria vem provavelmente do francês Maçonnerie, que significa uma construção qualquer, feita por um pedreiro, o maçom. Assim é essencial que o homem consiga na sua vida edificar sua moral, sua família, sua profissão como maçom, na construção também de seu edifício interior.
Segundo o dicionário Luft, p. 396: profanamente Maçom é o “Membro da Maçonaria; pedreiro-livre.” E vem da palavra Maço no mesmo dicionário que significa: “Espécie de martelo de madeira usado por carpinteiros, calceteiros, escultores, [...] Porção de coisas do mesmo gênero, atadas, juntas, contidas no mesmo invólucro; pacote; feixe.”
A palavra maçom vem gramaticalmente do radical da palavra MAÇO, que significa essa espécie de martelo de madeira usado por carpinteiros, calceteiros e escultores no passado. Hoje esses profissionais usam o cinzel. Também significa essa porção de coisas juntas ou contidas no mesmo invólucro; pacote; feixe. Todos os maçons são parte de um grande feixe, de uma grande obra que alguns nem sabem como divisarem nesta infinidade que é o conhecimento humano. Ser maçom não é ser qualquer coisa em relação a uma espécie a que pertence. Ser maçom é fazer maçonaria que nos remete a uma frase perdida no tempo sem autoria definida “Ser maçom é um motivo de orgulho”.
Esse maçom membro da maçonaria tem que ser um aluno fiel e estudioso dos ensinamentos maçônicos, tem que querer evoluir. Pois a maçonaria, em sua filosofia trata da essência, propriedade e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura. Não tem por princípio obter lucro pessoal de nenhuma classe, ao contrário, suas arrecadações e seus recursos servem ao bem estar do homem – seu semelhante, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião, ou raça. Buscando a elevação espiritual e a tranqüilidade de consciência. Assim afirma Nut-sa-Tefnut, 2001, p.1:
“Simbolicamente, o maçom vê a si mesmo como uma pedra bruta que tem de ser trabalhada, com instrumentos alegóricos adequados, para convertê-la em um cubo perfeito, capaz de se encaixar na estrutura do templo do Gr.·.Arch.·.do Un.·.. ”.
A maçonaria, não é uma religião e muito menos uma seita, é uma sociedade de homens de bem, porém é Progressista sim, pois parte do princípio da imortalidade, da crença em um princípio criador e regulador do todo. Um Ser Infinito e conhecido como GADU – O Grande Arquiteto do Universo que é DEUS nas religiões – daí poder ser taxada de religiosa não de religião. Não se prende a Dogmas, nem Fundamentalismos, nem Prevenções, ou muito menos Supertições. Por isso o Maçom nunca se oporá aquele que quer e deseja buscar a verdade.
A Maçonaria hoje é uma construtora de indivíduos, que evoluem e se tornam homens iguais e fraternos. Todo maçom por natureza se dedica a paz, a liberdade. Para a Maçonaria é dever do homem: “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. Ela cria na mente do maçom a necessidade de fazer o bem em seu mais amplo sentido, cumprir os deveres para com a sociedade. Primar pela Ciência – Justiça – Trabalho para dignificar a existência humana e criar uma consciência reflexiva no homem no campo filosófico, filantrópico e progressista. Para Nut-sa-Tefnut, 2001, p.2:
“A transmissão dos preceitos Maçônicos se faz através de cerimônias, ricas em alegorias, que seguem antigas e aceitas formas, usos e costumes, que remontam às Guildas dos construtores de Catedrais da Idade Média, usando inclusive as mesmas ferramentas do Ofício de pedreiro. Este aprendizado passa pela necessidade de todo iniciado controlar as suas paixões, de submeter sua vontade às Leis e princípios morais, amar a sua família e à sua Nação, considerando o trabalho como um dever essencial do Ser Humano.”.
Ter princípios é seguir as regras, ter preceitos. Ter preceitos é seguir uma doutrina um ensinamento e na maçonaria são três os princípios maiores. A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças ou nações; A igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos, sem distinguir religião, raça ou nacionalidade.
A fraternidade de todos os homens, já que somos todos oriundos de um mesmo criador, seres humanos fraternos e irmãos. Ser maçom é ter sempre na mente o lema do verdadeiro maçom: A Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; a Justiça para equilibrar e enaltecer as relações humanas; O Trabalho, por meio da qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Ser maçom é ser verdadeiro em todas as situações, examinar sempre a moral e praticar as virtudes. Cavando cada vez mais masmorras ao vício tornando-se um templo vivo e verdadeiro para uma sociedade mais justa.
Ilustres Maçons:
Voltaire
Goethe
Lessing
Beethoven
Haydn
Mozart
Frederico O Grande
Napoleão
Garibaldi
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Hugo
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Washington
Pe Miranda
San Martin
O’Higgins
Bolivar
Marti
Benito Juares
Dom Pedro I
Presidentes da República do Brasil:
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Manoel Ferraz de Campos Salles
Nilo Peçanha
Hermes da Fonseca
Wenceslau Pereira
Washington Luiz Pereira
Nereu Ramos
João Café Filho
Jânio Quadros
Maçons Ilustres do Brasil:
Antonio Carlos Ribeiro de Andrade
Barão de Cotegibe
Cons. João Alfredo
Marques de Sapucai
Casimiro de Abreu
Domingos José Martins
Pe Diogo Feijó
Sen. Evaristo da Veiga
Acaíba Montezuma
Frei Francisco de Santa Tereza
Frei Monte Alverne
Frei Joaquim do Amor Divino Canéca
José Bonifácio de Andrada e Silva
Joaquim Gonçalves Ledo
Conego Januário da Cunha Barbosa
Joaquim Nabuco
Duque de Caxias
Gen. Osório
Barão do Rio Branco
Visconde de Taunay
Padre José de Santa Rita
Emiliano Perneta
Benjamim Constant
José do Patrocínio
Eusébio de Queiróz
A Maçonaria respeita as opiniões políticas, as crenças religiosas de todos os homens é uma instituição extremamente tolerante, prega essa tolerância em função da liberdade do homem. Por isso combate a ignorância, a surpetição e o fanatismo. É uma sociedade, não é secreta, pois é amplamente divulgada e conhecida, é registrada como uma sociedade nos vários países que atua e recebe a concessão de Personalidade Jurídica. Hoje existem escritos sobre seus princípios em todos os meios de comunicação. Seu único segredo é o meio de reconhecimento entre irmãos, que só se conhece entrando na instituição. Reconhecer uma pessoa como irmão, poder praticar a verdadeira amizade. O respeito ao ser humano independente se sua fortuna e de seu posto na sociedade, interpretar seus símbolos e o ensinamento para bem viver só iniciando em seus sagrados mistérios.
Desarmamento
Vivemos em um país em que muitas vezes os valores se invertem e, nessa espécie de guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo em todo lugar, comprova-se que o Estado protetor mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática e por isso teima em produzir programas emergentes que surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos. Um deles, pelo menos até agora, ao invés de proteger a sociedade deu maior segurança aos bandidos, ou seja, inverteu os seus valores.
O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003, contra a vontade popular, demonstra ser no âmago do seu curso uma ação derrotada e inócua que age infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no país e deixa cada vez mais a população órfã de proteção.
Enquanto a população brasileira foi literalmente desarmada por conta do Estatuto do Desarmamento, a bandidagem está cada vez mais armada. Enquanto foi tolhido o direito do cidadão de se defender do bandido com a proibição de sequer possuir uma arma de fogo em sua própria casa sem passar por extrema burocracia, o bandido por sua vez, facilmente consegue armas até mesmo com alto poder de fogo, para se defender da Polícia, atacar o povo e ferir a ordem do país.
É fato presente que o chamado crime organizado, pernicioso organismo que alimenta o tráfico de drogas, criminosos perigosos e contumazes, quadrilhas de assaltantes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com armamento privativo das forças armadas, tais como: Metralhadoras, fuzis, bazucas, morteiros, granadas, ou mesmo outras mais usadas a exemplo das escopetas, pistolas e revolveres. Essas armas provindas de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos dos bandidos de maneira inexplicável.
Retirar as armas de fogo das pessoas de bem foi muito fácil, pois essas pessoas, não sendo marginais, logo cumpriram a Lei e depuseram suas armas com a esperança de que a violência fosse realmente estancada, contudo ainda não foi, muito pelo contrário, aumentou substancialmente, pois o desafio da Polícia em desarmar os bandidos parece ser intransponível. Quanto mais se prendem os marginais armados mais armas aparecem em poder de outros e até dos mesmos quando são postos em liberdade pela Justiça.
Os fatos violentos e corriqueiros ocorridos nos quatro cantos do país demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas para justificar o suposto sucesso do plano e iludir o povo parecem ser apenas meras cortinas de fumaça, tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença ou domésticos, perpetrados nas comunidades por meio de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais. Vale lembrar também que apesar de ter diminuído os índices de homicídios cometidos via arma de fogo nos casos citados, aumentou substancialmente os índices do mesmo crime perpetrados por arma branca ou outros meios, comprovando então, que o cidadão quando quer, mata o seu desafeto de qualquer jeito.
Assim, o povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e, os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros em todos os lugares.
A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura, de uma melhor organização, de um verdadeiro incentivo com salários condizentes aos seus membros, não consegue romper tais obstáculos e sempre é considerada culpada erroneamente por inoperância pela nossa sociedade como se fosse a única responsável por tal situação.
Atacam-se carros blindados com armamento potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no país inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado.
O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular para sobreviver. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar.
O desarmamento veio para o seio da sociedade brasileira como uma ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família ao mesmo tempo em que deu total segurança ao bandido de fazer o que quiser com a sua vulnerável vítima.
O estatuto de Desarmamento não deu e não dará certo enquanto não tivermos uma séria e efetiva política de combate ao crime organizado, enquanto não colocarmos atrás das grades os grandes traficantes de armas e drogas, enquanto não prendermos as pessoas inescrupulosas que dão suporte e proteção aos traficantes e enriquecem sob o julgo desse crime, enquanto não consigamos enfim proteger as nossas fronteiras desses criminosos fazendo com que não mais entre armas no nosso país.
O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003, contra a vontade popular, demonstra ser no âmago do seu curso uma ação derrotada e inócua que age infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no país e deixa cada vez mais a população órfã de proteção.
Enquanto a população brasileira foi literalmente desarmada por conta do Estatuto do Desarmamento, a bandidagem está cada vez mais armada. Enquanto foi tolhido o direito do cidadão de se defender do bandido com a proibição de sequer possuir uma arma de fogo em sua própria casa sem passar por extrema burocracia, o bandido por sua vez, facilmente consegue armas até mesmo com alto poder de fogo, para se defender da Polícia, atacar o povo e ferir a ordem do país.
É fato presente que o chamado crime organizado, pernicioso organismo que alimenta o tráfico de drogas, criminosos perigosos e contumazes, quadrilhas de assaltantes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com armamento privativo das forças armadas, tais como: Metralhadoras, fuzis, bazucas, morteiros, granadas, ou mesmo outras mais usadas a exemplo das escopetas, pistolas e revolveres. Essas armas provindas de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos dos bandidos de maneira inexplicável.
Retirar as armas de fogo das pessoas de bem foi muito fácil, pois essas pessoas, não sendo marginais, logo cumpriram a Lei e depuseram suas armas com a esperança de que a violência fosse realmente estancada, contudo ainda não foi, muito pelo contrário, aumentou substancialmente, pois o desafio da Polícia em desarmar os bandidos parece ser intransponível. Quanto mais se prendem os marginais armados mais armas aparecem em poder de outros e até dos mesmos quando são postos em liberdade pela Justiça.
Os fatos violentos e corriqueiros ocorridos nos quatro cantos do país demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas para justificar o suposto sucesso do plano e iludir o povo parecem ser apenas meras cortinas de fumaça, tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença ou domésticos, perpetrados nas comunidades por meio de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais. Vale lembrar também que apesar de ter diminuído os índices de homicídios cometidos via arma de fogo nos casos citados, aumentou substancialmente os índices do mesmo crime perpetrados por arma branca ou outros meios, comprovando então, que o cidadão quando quer, mata o seu desafeto de qualquer jeito.
Assim, o povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e, os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros em todos os lugares.
A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura, de uma melhor organização, de um verdadeiro incentivo com salários condizentes aos seus membros, não consegue romper tais obstáculos e sempre é considerada culpada erroneamente por inoperância pela nossa sociedade como se fosse a única responsável por tal situação.
Atacam-se carros blindados com armamento potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no país inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado.
O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular para sobreviver. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar.
O desarmamento veio para o seio da sociedade brasileira como uma ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família ao mesmo tempo em que deu total segurança ao bandido de fazer o que quiser com a sua vulnerável vítima.
O estatuto de Desarmamento não deu e não dará certo enquanto não tivermos uma séria e efetiva política de combate ao crime organizado, enquanto não colocarmos atrás das grades os grandes traficantes de armas e drogas, enquanto não prendermos as pessoas inescrupulosas que dão suporte e proteção aos traficantes e enriquecem sob o julgo desse crime, enquanto não consigamos enfim proteger as nossas fronteiras desses criminosos fazendo com que não mais entre armas no nosso país.
Futuro do clima no Nordeste
É conhecido que as chuvas do semi-árido da região Nordeste apresentam enorme variabilidade espacial e temporal. Anos de secas e chuvas abundantes se alternam de formas erráticas, e grandes são as secas de 1710-11, 1723-27, 1736-57, 1744-45, 1777-78, 1808-09, 1824-25, 1835-37, 1844-45, 1877-79, 1982-83, e 1997-98. A ocorrência de chuvas, por si só, não garante que as culturas de subsistência de sequeiro serão bem-sucedidas, e um veranico ou período seco dentro da quadra chuvosa pode ter impactos bastante adversos à agricultura da região. O regime pluviométrico de uma determinada região mantém uma forte relação com as condições hídricas do solo. Visto que a precipitação na região Nordeste apresenta uma grande variabilidade no tempo e espaço, a ocorrência de chuvas, por si, não garante que as culturas de subsistência serão bem sucedidas. No semi-árido é freqüente a ocorrência de períodos secos durante a estação chuvosa que, dependendo da intensidade e duração, provocam fortes danos nas culturas de subsistência.
A região Nordeste caracteriza-se naturalmente como de alto potencial para evaporação da água em função da enorme disponibilidade de energia solar e altas temperaturas. Aumentos de temperatura associados à mudança de clima decorrente do aquecimento global, independente do que possa vir a ocorrer com as chuvas, já seriam suficientes para causar maior evaporação dos lagos, açudes e reservatórios e maior demanda evaporativa das plantas. Isto é, a menos que haja aumento de chuvas, a água se tornará um bem mais escasso, com sérias conseqüências para a sustentabilidade do desenvolvimento regional.
O sistema elétrico brasileiro depende do regime de chuvas. Uma pequena redução da quantidade de chuvas ou um pequeno aumento da evaporação pode levar a zero a geração de energia em grandes áreas do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Sentimos isso em 2001, durante o “apagão”. Aquilo foi provocado pelas poucas chuvas no sistema hidrelétrico do Sudeste, e bastou um aumento da temperatura de um ou dois graus, e a quantidade de água perdida para a evaporação, e o excesso de uso de energia para fazer funcionar sistemas de ar acondicionado e refrigeração, foram suficientes para levar os níveis dos reservatórios das usinas hidroelétricas a níveis próximos a zero, comprometendo a geração de energia.
Clima do Brasil: o futuro
As projeções de clima, liberadas pelo Quarto Relatório do IPCC (IPCC AR4), têm mostrado cenários de secas e eventos extremos de chuva em grandes áreas do planeta. No Brasil, a região mais vulnerável, do ponto de vista social, à mudança de clima, seria o interior de Nordeste, conhecida como semi-árido, ou simplesmente o “sertão”. Reduções de chuva aparecem na maioria dos modelos globais do IPCC AR4, assim como um aquecimento que pode chegar até 3-4ºC para a segunda metade do século XXI. Isso acarreta reduções de até 15-20% nas vazões do rio São Francisco.
O Relatório do Clima do Brasil, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tem estudado as mudanças de clima no Brasil, e para o Nordeste, para finais do século XXI. Este relatório tem usado modelos regionais de até 50 km de resolução animados no modelo global de HadAM3 do Centro Climático do Reino Unido (Hadley Centre). Segundo este relatório do Inpe, estes seriam os possíveis impactos da mudança de clima, considerando os cenários otimistas e pessimistas propostos pelo IPCC:
No cenário climático pessimista, as temperaturas aumentariam de 2 ºC a 4 ºC e as chuvas de reduziriam entre 15-20% no Nordeste até o final do século XXI. No cenário otimista, o aquecimento seria entre 1-3 ºC e a chuva ficaria entre 10-15% menor que no presente.
Essas mudanças no clima do Nordeste no futuro podem ter os seguintes impactos:
•A caatinga pode dar lugar a uma vegetação mais típica de zonas áridas, com predominância de cactáceas. O desmatamento da Amazônia também afetará a região.
•Um aumento de 3ºC ou mais na temperatura média deixaria ainda mais secos os locais que hoje têm maior déficit hídrico no semi-árido.
•A produção agrícola de subsistência de grandes áreas pode se tornar inviável, colocando a própria sobrevivência do homem em risco.
•O alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura, causaria diminuição da água de lagos, açudes e reservatórios.
•O semi-árido nordestino ficará vulnerável a chuvas torrenciais e concentradas em curto espaço de tempo, resultando em enchentes e graves impactos sócio-ambientais. Porém, e mais importante, espera-se uma maior freqüência de dias secos consecutivos e de ondas de calor decorrente do aumento na freqüência de veranicos.
•Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras, agravando ainda mais os problemas urbanos.
Conseqüências da mudança do clima no Nordeste:
As projeções apresentadas no Relatório do Clima do Inpe foram geradas usando modelos climáticos globais e regionais, e o fato de todos os modelos convergirem numa situação de clima mais quente e seco pode fazer com que consideremos essas projeções como tendo um grau de certeza grande. Considerando um modelo em particular (o modelo do Centro Climático britânico - Hadley Centre) e o cenário pessimista, apresenta uma tendência de extensão da deficiência hídrica por praticamente todo o ano para o Nordeste, isto é, tendência a “aridização” da região semi-árida até final do século XXI. Define-se “aridização” como sendo uma situação na qual o déficit hídrico que atualmente apresenta-se no semi-árido durante 6-7 meses do ano seja estendido para todo o ano, conseqüência de um aumento na temperatura e redução das chuvas. Em resumo, grande parte do semi-árido nordestino, onde a agricultura não irrigada já é atividade marginal, tornar-se-ia ainda mais marginal para a prática da agricultura de subsistência.
Aquecimento global, com a elevação do nível dos oceanos, aumento da intensidade e da freqüência das ressacas nos últimos anos, a ocupação irregular da orla e mudanças provocadas pelo homem nos rios que desaguam no mar são apontados, por especialistas em climatologia e fenômenos marinhos, como causas mais prováveis da redução das praias. Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.
Os ambientalistas estão preocupados também com a caatinga, apontada como uma das ações mais urgentes. A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, abriga uma fauna e uma flora únicas, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com grande parte de sua área tendo já sido bastante modificada pelas condições extremas de clima observadas nos últimos anos, e potencialmente são muito vulneráveis às mudanças climáticas.
O clima mais quente e seco poderia ainda levar a população a migrar para as grandes cidades da região ou para outras regiões, gerando ondas de “refugiados ambientais”, aumentando assim os problemas sociais já existentes nos grandes centros urbanos do Nordeste e do Brasil.
O que pode ser feito: avaliações do impacto e vulnerabilidade as mudanças climáticas
A população mais pobre é a que sofrerá mais e a região mais afetada seria um quadrilátero no Nordeste, compreendendo desde o oeste do Piauí, o sul do Ceará, o norte da Bahia e oeste de Pernambuco, onde estão as cidades com menor desenvolvimento humano. As projeções de clima para o futuro indicam riscos de secas de 10 anos ou mais.
Para um país com tamanha vulnerabilidade, o esforço atual de mapear tal vulnerabilidade e risco, conhecer profundamente suas causas setor por setor, e subsidiar políticas públicas de mitigação e de adaptação ainda se situa bem aquém de suas necessidades. O conhecimento sobre impactos setoriais avançou um pouco sobre a vulnerabilidade da mega diversidade biológica e de alguns agro-ecossistemas (milho, trigo, soja e café) às mudanças climáticas, com indicações iniciais de significativa vulnerabilidade. Nos setores de saúde, recursos hídricos e energia, zonas costeiras, e desenvolvimento sustentável do semi-árido e da Amazônia, a quantidade de análises de impactos e vulnerabilidade é substancialmente menor, o que aponta para uma premente necessidade de induzir estudos para esses setores.
São mais comuns os estudos de vulnerabilidade a mudanças dos usos da terra, aumento populacional e conflito de uso de recursos naturais, porém, é urgente um esforço nacional para a elaboração de um “Mapa Nacional de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas”, integrando as diferentes vulnerabilidades setoriais e integrando estas com as demais causas de vulnerabilidade. Um plano contra a mudança climática incluiria tanto ações de adaptação (como mudar o zoneamento em cidades litorâneas para evitar o avanço do mar) quanto de mitigação.
Implementação de um sistema brasileiro de alerta precoce de seca e desertificação
Considerando a sensibilidade do Nordeste às variações climáticas, e ante uma potencial mudança do clima nessa região, considerada como a mais vulnerável às reduções de chuva e aumento das temperaturas, é necessária uma ação coordenada do governo para enfrentar a mudança de clima. O governo brasileiro está criando um sistema para prever a ocorrência de grandes períodos de seca no semi-árido e apontar as áreas suscetíveis a um processo de desertificação desencadeado por mudanças climáticas.
Batizado de Sistema Brasileiro de Alerta Precoce de Secas e Desertificação, o projeto visa à criação e implantação de um sistema, que permita trabalhar com a questão mais imediata que são as grandes secas episódicas que atingem a região, assim como a criação de uma ferramenta de diagnóstico para identificar as áreas mais afetadas pela degradação ambiental, e mais suscetíveis à desertificação.
A região Nordeste caracteriza-se naturalmente como de alto potencial para evaporação da água em função da enorme disponibilidade de energia solar e altas temperaturas. Aumentos de temperatura associados à mudança de clima decorrente do aquecimento global, independente do que possa vir a ocorrer com as chuvas, já seriam suficientes para causar maior evaporação dos lagos, açudes e reservatórios e maior demanda evaporativa das plantas. Isto é, a menos que haja aumento de chuvas, a água se tornará um bem mais escasso, com sérias conseqüências para a sustentabilidade do desenvolvimento regional.
O sistema elétrico brasileiro depende do regime de chuvas. Uma pequena redução da quantidade de chuvas ou um pequeno aumento da evaporação pode levar a zero a geração de energia em grandes áreas do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Sentimos isso em 2001, durante o “apagão”. Aquilo foi provocado pelas poucas chuvas no sistema hidrelétrico do Sudeste, e bastou um aumento da temperatura de um ou dois graus, e a quantidade de água perdida para a evaporação, e o excesso de uso de energia para fazer funcionar sistemas de ar acondicionado e refrigeração, foram suficientes para levar os níveis dos reservatórios das usinas hidroelétricas a níveis próximos a zero, comprometendo a geração de energia.
Clima do Brasil: o futuro
As projeções de clima, liberadas pelo Quarto Relatório do IPCC (IPCC AR4), têm mostrado cenários de secas e eventos extremos de chuva em grandes áreas do planeta. No Brasil, a região mais vulnerável, do ponto de vista social, à mudança de clima, seria o interior de Nordeste, conhecida como semi-árido, ou simplesmente o “sertão”. Reduções de chuva aparecem na maioria dos modelos globais do IPCC AR4, assim como um aquecimento que pode chegar até 3-4ºC para a segunda metade do século XXI. Isso acarreta reduções de até 15-20% nas vazões do rio São Francisco.
O Relatório do Clima do Brasil, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tem estudado as mudanças de clima no Brasil, e para o Nordeste, para finais do século XXI. Este relatório tem usado modelos regionais de até 50 km de resolução animados no modelo global de HadAM3 do Centro Climático do Reino Unido (Hadley Centre). Segundo este relatório do Inpe, estes seriam os possíveis impactos da mudança de clima, considerando os cenários otimistas e pessimistas propostos pelo IPCC:
No cenário climático pessimista, as temperaturas aumentariam de 2 ºC a 4 ºC e as chuvas de reduziriam entre 15-20% no Nordeste até o final do século XXI. No cenário otimista, o aquecimento seria entre 1-3 ºC e a chuva ficaria entre 10-15% menor que no presente.
Essas mudanças no clima do Nordeste no futuro podem ter os seguintes impactos:
•A caatinga pode dar lugar a uma vegetação mais típica de zonas áridas, com predominância de cactáceas. O desmatamento da Amazônia também afetará a região.
•Um aumento de 3ºC ou mais na temperatura média deixaria ainda mais secos os locais que hoje têm maior déficit hídrico no semi-árido.
•A produção agrícola de subsistência de grandes áreas pode se tornar inviável, colocando a própria sobrevivência do homem em risco.
•O alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura, causaria diminuição da água de lagos, açudes e reservatórios.
•O semi-árido nordestino ficará vulnerável a chuvas torrenciais e concentradas em curto espaço de tempo, resultando em enchentes e graves impactos sócio-ambientais. Porém, e mais importante, espera-se uma maior freqüência de dias secos consecutivos e de ondas de calor decorrente do aumento na freqüência de veranicos.
•Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras, agravando ainda mais os problemas urbanos.
Conseqüências da mudança do clima no Nordeste:
As projeções apresentadas no Relatório do Clima do Inpe foram geradas usando modelos climáticos globais e regionais, e o fato de todos os modelos convergirem numa situação de clima mais quente e seco pode fazer com que consideremos essas projeções como tendo um grau de certeza grande. Considerando um modelo em particular (o modelo do Centro Climático britânico - Hadley Centre) e o cenário pessimista, apresenta uma tendência de extensão da deficiência hídrica por praticamente todo o ano para o Nordeste, isto é, tendência a “aridização” da região semi-árida até final do século XXI. Define-se “aridização” como sendo uma situação na qual o déficit hídrico que atualmente apresenta-se no semi-árido durante 6-7 meses do ano seja estendido para todo o ano, conseqüência de um aumento na temperatura e redução das chuvas. Em resumo, grande parte do semi-árido nordestino, onde a agricultura não irrigada já é atividade marginal, tornar-se-ia ainda mais marginal para a prática da agricultura de subsistência.
Aquecimento global, com a elevação do nível dos oceanos, aumento da intensidade e da freqüência das ressacas nos últimos anos, a ocupação irregular da orla e mudanças provocadas pelo homem nos rios que desaguam no mar são apontados, por especialistas em climatologia e fenômenos marinhos, como causas mais prováveis da redução das praias. Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.
Os ambientalistas estão preocupados também com a caatinga, apontada como uma das ações mais urgentes. A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, abriga uma fauna e uma flora únicas, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com grande parte de sua área tendo já sido bastante modificada pelas condições extremas de clima observadas nos últimos anos, e potencialmente são muito vulneráveis às mudanças climáticas.
O clima mais quente e seco poderia ainda levar a população a migrar para as grandes cidades da região ou para outras regiões, gerando ondas de “refugiados ambientais”, aumentando assim os problemas sociais já existentes nos grandes centros urbanos do Nordeste e do Brasil.
O que pode ser feito: avaliações do impacto e vulnerabilidade as mudanças climáticas
A população mais pobre é a que sofrerá mais e a região mais afetada seria um quadrilátero no Nordeste, compreendendo desde o oeste do Piauí, o sul do Ceará, o norte da Bahia e oeste de Pernambuco, onde estão as cidades com menor desenvolvimento humano. As projeções de clima para o futuro indicam riscos de secas de 10 anos ou mais.
Para um país com tamanha vulnerabilidade, o esforço atual de mapear tal vulnerabilidade e risco, conhecer profundamente suas causas setor por setor, e subsidiar políticas públicas de mitigação e de adaptação ainda se situa bem aquém de suas necessidades. O conhecimento sobre impactos setoriais avançou um pouco sobre a vulnerabilidade da mega diversidade biológica e de alguns agro-ecossistemas (milho, trigo, soja e café) às mudanças climáticas, com indicações iniciais de significativa vulnerabilidade. Nos setores de saúde, recursos hídricos e energia, zonas costeiras, e desenvolvimento sustentável do semi-árido e da Amazônia, a quantidade de análises de impactos e vulnerabilidade é substancialmente menor, o que aponta para uma premente necessidade de induzir estudos para esses setores.
São mais comuns os estudos de vulnerabilidade a mudanças dos usos da terra, aumento populacional e conflito de uso de recursos naturais, porém, é urgente um esforço nacional para a elaboração de um “Mapa Nacional de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas”, integrando as diferentes vulnerabilidades setoriais e integrando estas com as demais causas de vulnerabilidade. Um plano contra a mudança climática incluiria tanto ações de adaptação (como mudar o zoneamento em cidades litorâneas para evitar o avanço do mar) quanto de mitigação.
Implementação de um sistema brasileiro de alerta precoce de seca e desertificação
Considerando a sensibilidade do Nordeste às variações climáticas, e ante uma potencial mudança do clima nessa região, considerada como a mais vulnerável às reduções de chuva e aumento das temperaturas, é necessária uma ação coordenada do governo para enfrentar a mudança de clima. O governo brasileiro está criando um sistema para prever a ocorrência de grandes períodos de seca no semi-árido e apontar as áreas suscetíveis a um processo de desertificação desencadeado por mudanças climáticas.
Batizado de Sistema Brasileiro de Alerta Precoce de Secas e Desertificação, o projeto visa à criação e implantação de um sistema, que permita trabalhar com a questão mais imediata que são as grandes secas episódicas que atingem a região, assim como a criação de uma ferramenta de diagnóstico para identificar as áreas mais afetadas pela degradação ambiental, e mais suscetíveis à desertificação.
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