Stress/estresse
Para mensurar o estresse
Pesquisa desenvolvida no Instituto de Biologia (IB) apontou que pessoas das classes D e E possuem maiores concentrações de cortisol – um dos principais hormônios relacionados ao estresse – em comparação a níveis encontrados em executivos de uma multinacional na região de Campinas. As avaliações de executivos do sexo masculino e feminino foram realizadas pelos pós-graduandos Aglécio Luis de Souza, Geruza Perlato Bella e Márcia Carvalho Garcia. O grupo avaliou 80 voluntários. Trata-se do primeiro estudo do gênero feito em um país em desenvolvimento. As pesquisas foram realizadas no Laboratório de Estudo do Estresse do IB e orientadas pelas professoras Regina Célia Spadari e Dora Maria Grassi-Kassisse.
Uma das justificativas para o resultado, segundo aponta Márcia, seria a maior exposição a situações de risco a que está submetida a população de mais baixo status socioeconômico. Tese de mestrado de Aglecio Luiz de Souza, derivada da linha pesquisa, indicou ainda que este segmento da população apresentou alto grau de morbidade psiquiátrica e de hábitos relacionados a riscos para a saúde tais como tabagismo e alcoolismo. Isto não quer dizer, no entanto, que os executivos não possuam concentrações de cortisol acima do limite estabelecido.
Márcia explica que número expressivo de executivos apresentou alterações no ritmo circadiano de cortisol, ou seja, as concentrações foram altas durante o período noturno e baixas pela manhã, quando o normal seria justamente o contrário. Em geral, as concentrações pela manhã são mais elevadas e ao final do dia diminuem, chegando quase a zero próximo da meia-noite. “Em muitos casos, as elevadas concentrações estavam relacionados à insônia, tarefas fora do experiente normal e reuniões ao longo da tarde”, explica.
Para medir o nível de cortisol nestes indivíduos, Márcia utilizou uma técnica nova que consiste na coleta de saliva para análise de concentrações de cortisol. Ela colheu amostras nos períodos matinal, vespertino e noturno, durante a execução das rotinas gerais e em dias considerados pelos próprios executivos como dedicados ao descanso.
A técnica de coleta da saliva, além de mais fácil de ser realizada e aceita pelos participantes, também evita o estado de estresse a que são submetidas as pessoas no caso do exame sanguíneo. Esta mesma técnica serviu de base para testes em jogadores profissionais de basquete, em temporadas de competição e também em estudantes de cursinho pré-vestibular durante os exames de disputa de vagas. No caso dos jogadores de basquete, Márcia analisou as concentrações de cortisol no período de 18 jogos durante campeonato realizado entre os meses de março e maio.
Ela constatou que antes do início e ao final do jogo, as concentrações salivares de cortisol estavam elevadas. Ao longo do campeonato, Márcia observou uma diminuição da concentração salivar do hormônio. Nos estudantes, a análise contemplou sete meses no ano. Os resultados indicaram que nos meses de junho e novembro os níveis do hormônio eram maiores em relação até mesmo ao período do exame vestibular. “Este resultado pode estar relacionado com o momento de inscrição das universidades, pois consiste no período em que o estudante tem que escolher a universidade e a carreira que irá seguir”.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Antienvelhecimento/Longevidade
Médicos relacionam longevidade com maior inteligência
Pesquisa mostra que pessoas com QI mais elevado têm maiores chances de viverem mais
Alguns fatores sociais, como situação financeira e acesso à educação, estão claramente relacionados com a possibilidade de se viver por mais tempo.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Edinburgo (Escócia) associa desta vez a longevidade também a aspectos intelectuais. Eles acompanharam os dados de mais de 2.200 adultos que em 1932, quando todos tinham 11 anos, haviam realizado testes de QI (coeficiente intelectual) e notaram que quanto maior o resultado, maiores as chances de viverem mais do que 76 anos.
Eles citam como exemplo que uma mulher com QI 115 teve o dobro de probabilidade de estar viva no momento do estudo do que a que conseguiu 85 em seu teste.
Entre homens com dados semelhantes, a probabilidade era 32% superior.
Não se sabe ao certo quais as razões desse vínculo. Os pesquisadores acreditam que o teste de QI realizado aos 11 anos pode refletir cuidados na criança desde o pré-natal, o que também determinaria uma melhor estruturação do organismo, habilitando-o a viver por mais tempo.
Eles também acreditam que quanto mais inteligente, a pessoa entende mais facilmente a importância de manter hábitos saudáveis, como parar de fumar ou de consumir bebidas alcoólicas.
Médicos relacionam longevidade com maior inteligência
Pesquisa mostra que pessoas com QI mais elevado têm maiores chances de viverem mais
Alguns fatores sociais, como situação financeira e acesso à educação, estão claramente relacionados com a possibilidade de se viver por mais tempo.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Edinburgo (Escócia) associa desta vez a longevidade também a aspectos intelectuais. Eles acompanharam os dados de mais de 2.200 adultos que em 1932, quando todos tinham 11 anos, haviam realizado testes de QI (coeficiente intelectual) e notaram que quanto maior o resultado, maiores as chances de viverem mais do que 76 anos.
Eles citam como exemplo que uma mulher com QI 115 teve o dobro de probabilidade de estar viva no momento do estudo do que a que conseguiu 85 em seu teste.
Entre homens com dados semelhantes, a probabilidade era 32% superior.
Não se sabe ao certo quais as razões desse vínculo. Os pesquisadores acreditam que o teste de QI realizado aos 11 anos pode refletir cuidados na criança desde o pré-natal, o que também determinaria uma melhor estruturação do organismo, habilitando-o a viver por mais tempo.
Eles também acreditam que quanto mais inteligente, a pessoa entende mais facilmente a importância de manter hábitos saudáveis, como parar de fumar ou de consumir bebidas alcoólicas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Cirurgia de Catarata: O Retorno de Uma Boa Visão
Mais de cinqüenta por cento das pessoas com mais de 60 anos sofrem de catarata – um turvamento progressivo do cristalino, que interfere na absorção da luz que chega à retina. Com isto, perde-se na qualidade da visão.
Os portadores de catarata normalmente a explicam como se estivessem olhando através de uma queda de água ou através de uma folha de papel, de forma embaçada ou com a diminuição da visão.
Assim, a leitura fica muito mais difícil e até dirigir um carro pode ser perigoso. Além disso, o portador de catarata pode sentir incômodos com luz forte ou até ver halos de luz.
Segundo estudiosos do assunto, o uso de óculos , em um momento inicial pode até a ajudar, mas com o agravamento da catarata, a visão vai diminuindo gradativamente. Como não existem medicamentos que possam reverter este problema, a única solução é a remoção cirúrgica.
Evolução da Cirurgia
Atualmente a cirurgia de catarata é realizada em ambulatórios e consultórios e pode demorar apenas alguns minutos. Logo após a intervenção os pacientes recebem alta, vão para casa, necessitando apenas de alguns cuidados essenciais e orientação médica.
Fato que mudou completamente, se compararmos com alguns anos atrás, com internações de uma semana ou mais, além de uma série de complicações.
Hoje a cirurgia de remoção da catarata se dá através por meio de uma técnica chamada de facoelmulsificação ou cirurgia de catarata com pequena incisão.
É usada uma anestesia tópica (local) na parte branca do olho (esclera) ou na córnea clara (logo acima da área onde a córnea encontra a esclera). Assim, a catarata é fracionada em partículas microscópicas usando o ultra-som e sendo aspirada pelo olho. Para compensar a remoção do cristalino, implanta-se uma lente intra-ocular.
Com a evolução da oftalmologia, a cirurgia de catarata hoje é muito simples, pois medicamentos como os colírios anestésicos usados na cirurgia evitam desconfortos para portadores do problema, além da própria técnica que evoluiu significativamente.
Assim, as pessoas podem se sentir mais seguras e confiantes no resultado final da cirurgia. Graças à evolução atual nesta área, os resultados são excelentes.
Quanto à recuperação é preciso considerar que as pessoas são fisicamente diferentes, mas uma grande maioria apresenta melhoras quase que imediatas, podendo retornar as atividades em dois ou três dias.
Outras pessoas informam estarem muito melhores do que no período anterior ao surgimento da catarata. Em alguns casos, tempos após a cirurgia, pode ocorrer um embaçamento da membrana que se localiza atrás na pupila, problema este que pode ser resolvido através um de tratamento rápido no próprio consultório médico.
Procure um bom especialista em oftalmologia para fornecer todas as orientações necessárias, antes da decisão final.
Mais de cinqüenta por cento das pessoas com mais de 60 anos sofrem de catarata – um turvamento progressivo do cristalino, que interfere na absorção da luz que chega à retina. Com isto, perde-se na qualidade da visão.
Os portadores de catarata normalmente a explicam como se estivessem olhando através de uma queda de água ou através de uma folha de papel, de forma embaçada ou com a diminuição da visão.
Assim, a leitura fica muito mais difícil e até dirigir um carro pode ser perigoso. Além disso, o portador de catarata pode sentir incômodos com luz forte ou até ver halos de luz.
Segundo estudiosos do assunto, o uso de óculos , em um momento inicial pode até a ajudar, mas com o agravamento da catarata, a visão vai diminuindo gradativamente. Como não existem medicamentos que possam reverter este problema, a única solução é a remoção cirúrgica.
Evolução da Cirurgia
Atualmente a cirurgia de catarata é realizada em ambulatórios e consultórios e pode demorar apenas alguns minutos. Logo após a intervenção os pacientes recebem alta, vão para casa, necessitando apenas de alguns cuidados essenciais e orientação médica.
Fato que mudou completamente, se compararmos com alguns anos atrás, com internações de uma semana ou mais, além de uma série de complicações.
Hoje a cirurgia de remoção da catarata se dá através por meio de uma técnica chamada de facoelmulsificação ou cirurgia de catarata com pequena incisão.
É usada uma anestesia tópica (local) na parte branca do olho (esclera) ou na córnea clara (logo acima da área onde a córnea encontra a esclera). Assim, a catarata é fracionada em partículas microscópicas usando o ultra-som e sendo aspirada pelo olho. Para compensar a remoção do cristalino, implanta-se uma lente intra-ocular.
Com a evolução da oftalmologia, a cirurgia de catarata hoje é muito simples, pois medicamentos como os colírios anestésicos usados na cirurgia evitam desconfortos para portadores do problema, além da própria técnica que evoluiu significativamente.
Assim, as pessoas podem se sentir mais seguras e confiantes no resultado final da cirurgia. Graças à evolução atual nesta área, os resultados são excelentes.
Quanto à recuperação é preciso considerar que as pessoas são fisicamente diferentes, mas uma grande maioria apresenta melhoras quase que imediatas, podendo retornar as atividades em dois ou três dias.
Outras pessoas informam estarem muito melhores do que no período anterior ao surgimento da catarata. Em alguns casos, tempos após a cirurgia, pode ocorrer um embaçamento da membrana que se localiza atrás na pupila, problema este que pode ser resolvido através um de tratamento rápido no próprio consultório médico.
Procure um bom especialista em oftalmologia para fornecer todas as orientações necessárias, antes da decisão final.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Dicas de saúde
Droga psicodélica contra o câncer
Em um estudo realizado na Universidade de Nova York, E.U.A médicos estão usando drogas como LSD,ecstasy e psilocilina para tratar a ansiedade de pacintes com câncer em estágio avançado.
Bactérias e Obesidade
Bactérias que favorecem a digestão podem fazer o corpo acumular quilos a mais, caso não estejam equilibradas corretamente. É o que afirma estudo publicado na revista Science. O fenômeno é causado por uma bactéria que, em excesso no intestino, pode alterar o metabolismo e o apetite.
Boa Dica
Comer um fatia de abacaxí como sobremesa ajuda a eliminar o excesso de colesterol. Isto porque a fruta é rica em fibras.
Em um estudo realizado na Universidade de Nova York, E.U.A médicos estão usando drogas como LSD,ecstasy e psilocilina para tratar a ansiedade de pacintes com câncer em estágio avançado.
Bactérias e Obesidade
Bactérias que favorecem a digestão podem fazer o corpo acumular quilos a mais, caso não estejam equilibradas corretamente. É o que afirma estudo publicado na revista Science. O fenômeno é causado por uma bactéria que, em excesso no intestino, pode alterar o metabolismo e o apetite.
Boa Dica
Comer um fatia de abacaxí como sobremesa ajuda a eliminar o excesso de colesterol. Isto porque a fruta é rica em fibras.
domingo, 4 de julho de 2010
A copa que ninguem vê
Na África, quando um menino masai aprende a andar, ele já recebe um bastão para ir treinando. Aos 5 anos, ganha junto com uma vara de pastor, sua primeira lança para defender os cordeiros e cabras que receberá em seguida. Assim que aprimora as suas habilidades pastoris, torna-se responsável por alguns animais e, aos 10 anos, já deve saber cuidar de si e de seu gado. São as vacas que lhes provêem quase todos os alimentos que consomem. O gado é tão importante para esse povo que a saudação mais comum quando um masai cruza com outro pelas savanas africanas, é: "Espero que suas vacas estejam bem".
A copa do mundo de futebol que está sendo realizada na África do Sul, traz visibilidade para a região, além de uma legião de turistas e profissionais da imprensa que contribuem com os altos lucros que o país obtém como sede da copa.
No entanto, não muito longe do cenário de interesses que move um evento dessa envergadura, existe uma copa que ninguém vê: "a copa da luta por comida" que ocorre na África Ocidental, onde a mídia mundial não se faz presente porque não existem interesses lucrativos ou de visibilidade que atinja o grande público consumidor.
O certo, é que indiferente à copa do mundo da poderosa FIFA, milhões de africanos ocidentais - estima-se em 10 milhões - estão ameaçados pela estiagem e falta de alimentos a preços acessíveis.
Atualmente, segundo as organizações humanitárias internacionais, pessoas esfomeadas estão sendo forçadas a comer folhas e coletar grãos de formigueiros. A situação cruel se repete em diversos países, onde a insegurança alimentar provocada pela estiagem que devastou plantações e provocou a falta de pastagens, água e colheita pobre, estão levando famílias ao desespero na busca por comida.
Com a crise estabelecida e a decorrente alta no preço dos alimentos, muitas famílias estão consumindo a ração que seria destinada ao gado, fato que tem provocado a morte por inanição de muitos animais, inclusive caprinos, que servem como fonte de alimento no consumo do leite e da carne.
Somando-se às perdas na agricultura provocado pelo desequilíbrio climático na região, nuvens de gafanhoto danificaram as árvores frutíferas que mantinham como a principal fonte de renda nas áreas rurais de alguns países, principalmente no Chade, onde a colheita 2009/2010 foi considerada a pior dos últimos anos.
Conforme informações das organizações humanitárias estabelecidas na África Ocidental, a situação é extremamente preocupante e comparável ao caos que enfrentou a Etiópia em 1984, quando cerca de um milhão de pessoas teriam morrido devido à estiagem e à lenta reação da comunidade internacional frente ao quadro dramático.
Enquanto na copa da fartura as disputas são pela posse da bola, vaidade, orgulho, audiência ou por interesses dissimulados, na copa da fome os interesses estão voltados para a luta pela sobrevivência e dignidade.
Enquanto na África do Sul os micro e mega interesses começam a contabilizar os lucros e as vantagens obtidas nas disputas que tem como "pano de fundo" a bola de futebol, na África Ocidental os esfomeados e esquecidos pelos holofotes da mídia e pelos governantes das super potências, começam a contabilizar as perdas e a projetar um futuro próximo de extremas dificuldades se não forem ajudados pelo capital financeiro internacional e pelas pessoas de boa fé de todos os cantos do planeta.
Enquanto na copa que supervaloriza os "classificados" da competência ou da sorte, que passam de fase e garantem temporariamente as suas aparições "na vitrine da fama", como numa cena surrealista, os desclassificados da copa do infortúnio e do esquecimento, desfilam nas secas e tórridas savanas da África Ocidental, as suas "delegações" de famintos que portam bandeiras e faixas que identificam os seus países de origem e respectivos dramas sociais.
Mauritânia: atingido pela crise alimentar;
Mali: 629 mil pessoas não tem alimentação adequada;
Niger: oito milhões de pessoas em risco;
Chade: dois milhões de pessoas em risco;
Burkina Fasso: partes do país estão em risco;
Nigéria: norte do país atingido pela crise alimentar.
Segue-se ao mórbido desfile das delegações africanas, um depoimento e um dramático apelo de Caroline Gluck, representante da OXFAM no Níger: "Ontem vi uma mulher analisando pedregulhos ao lado de uma estrada, tentando achar grãos que poderiam ter caído de caminhões que transportavam ajuda humanitária". E conclui: "A África Ocidental não tem estado no topo da lista de prioridades dos países desenvolvidos. A questão agora é quantos de nós ainda temos que ver morrer até o mundo agir?"
Enquanto isso, na África do Sul, indiferentes ao SOS da África Ocidental, seguem as disputas em todos os níveis de interesses individuais e coletivos, onde cada um tenta garantir o seu "quinhão".
A copa do mundo de futebol que está sendo realizada na África do Sul, traz visibilidade para a região, além de uma legião de turistas e profissionais da imprensa que contribuem com os altos lucros que o país obtém como sede da copa.
No entanto, não muito longe do cenário de interesses que move um evento dessa envergadura, existe uma copa que ninguém vê: "a copa da luta por comida" que ocorre na África Ocidental, onde a mídia mundial não se faz presente porque não existem interesses lucrativos ou de visibilidade que atinja o grande público consumidor.
O certo, é que indiferente à copa do mundo da poderosa FIFA, milhões de africanos ocidentais - estima-se em 10 milhões - estão ameaçados pela estiagem e falta de alimentos a preços acessíveis.
Atualmente, segundo as organizações humanitárias internacionais, pessoas esfomeadas estão sendo forçadas a comer folhas e coletar grãos de formigueiros. A situação cruel se repete em diversos países, onde a insegurança alimentar provocada pela estiagem que devastou plantações e provocou a falta de pastagens, água e colheita pobre, estão levando famílias ao desespero na busca por comida.
Com a crise estabelecida e a decorrente alta no preço dos alimentos, muitas famílias estão consumindo a ração que seria destinada ao gado, fato que tem provocado a morte por inanição de muitos animais, inclusive caprinos, que servem como fonte de alimento no consumo do leite e da carne.
Somando-se às perdas na agricultura provocado pelo desequilíbrio climático na região, nuvens de gafanhoto danificaram as árvores frutíferas que mantinham como a principal fonte de renda nas áreas rurais de alguns países, principalmente no Chade, onde a colheita 2009/2010 foi considerada a pior dos últimos anos.
Conforme informações das organizações humanitárias estabelecidas na África Ocidental, a situação é extremamente preocupante e comparável ao caos que enfrentou a Etiópia em 1984, quando cerca de um milhão de pessoas teriam morrido devido à estiagem e à lenta reação da comunidade internacional frente ao quadro dramático.
Enquanto na copa da fartura as disputas são pela posse da bola, vaidade, orgulho, audiência ou por interesses dissimulados, na copa da fome os interesses estão voltados para a luta pela sobrevivência e dignidade.
Enquanto na África do Sul os micro e mega interesses começam a contabilizar os lucros e as vantagens obtidas nas disputas que tem como "pano de fundo" a bola de futebol, na África Ocidental os esfomeados e esquecidos pelos holofotes da mídia e pelos governantes das super potências, começam a contabilizar as perdas e a projetar um futuro próximo de extremas dificuldades se não forem ajudados pelo capital financeiro internacional e pelas pessoas de boa fé de todos os cantos do planeta.
Enquanto na copa que supervaloriza os "classificados" da competência ou da sorte, que passam de fase e garantem temporariamente as suas aparições "na vitrine da fama", como numa cena surrealista, os desclassificados da copa do infortúnio e do esquecimento, desfilam nas secas e tórridas savanas da África Ocidental, as suas "delegações" de famintos que portam bandeiras e faixas que identificam os seus países de origem e respectivos dramas sociais.
Mauritânia: atingido pela crise alimentar;
Mali: 629 mil pessoas não tem alimentação adequada;
Niger: oito milhões de pessoas em risco;
Chade: dois milhões de pessoas em risco;
Burkina Fasso: partes do país estão em risco;
Nigéria: norte do país atingido pela crise alimentar.
Segue-se ao mórbido desfile das delegações africanas, um depoimento e um dramático apelo de Caroline Gluck, representante da OXFAM no Níger: "Ontem vi uma mulher analisando pedregulhos ao lado de uma estrada, tentando achar grãos que poderiam ter caído de caminhões que transportavam ajuda humanitária". E conclui: "A África Ocidental não tem estado no topo da lista de prioridades dos países desenvolvidos. A questão agora é quantos de nós ainda temos que ver morrer até o mundo agir?"
Enquanto isso, na África do Sul, indiferentes ao SOS da África Ocidental, seguem as disputas em todos os níveis de interesses individuais e coletivos, onde cada um tenta garantir o seu "quinhão".
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Dica de saúde
Quais os tipos de injeções, e quais doem mais?
A dor da picada depende de três fatores principais: o calibre da agulha, a profundidade em que a injeção é aplicada e a substância contida na seringa. Em relação à profundidade e ao calibre, a regra é clara: quanto mais profunda e mais grossa a agulha, maior a dor. A temida Benzetacil combina todos os fatores: é um medicamento viscoso, aplicado dentro do músculo e com uma agulha de calibre relativamente grosso. Ai!.
Agulhas sob medida
Subcutânea (18 x 0,4 mm)
Intradérmica (10 x 0,45 mm)
Intravenosa (25 x 0,8 mm)
Intramuscular (40 x 0,9 mm)
Intra-articular (30 x 0,7 mm)
Intra-óssea (36 x 2,3 mm)
À flor da pele
Quanto mais profunda a injeção, maior o grito de “ai!” do paciente
INTRADÉRMICA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Antebraço
EXEMPLO – Testes de alergia ou vacina BCG
AGULHA INDICADA – 10 mm de comprimento por 0,45 mm de calibre
É a mais fácil de aplicar, já que a agulha só precisa chegar às camadas superficiais da pele, a epiderme e a derme. Os medicamentos têm que ser colocados em quantidades mínimas – em geral, 0,1 ml – e são pouco absorvidos pela corrente sanguínea
INTRAVENOSA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Antebraço e dorso da mão
EXEMPLO – Soro e antibióticos
AGULHA INDICADA – 25 mm de comprimento e 0,8 mm de calibre
É aplicada na veia e tem efeito imediato. Já que vai direto para o sangue, pode ser usada uma grande quantidade de líquido. Os medicamentos – principalmente antibióticos – costumam ser diluídos em soro para não irritar o local
INTRA-ARTICULAR
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Articulações como joelhos, cotovelos e punhos
EXEMPLO – Anestesias, anti-inflamatórios
AGULHA INDICADA – 30 mm de comprimento por 0,7 mm de calibre
Nas injeções deste tipo, as medicações são colocadas diretamente nas articulações. É bastante usada em operações que requerem anestesias locais
SUBCUTÂNEA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Deltoides, coxa, abdômen e glúteos
EXEMPLO – Insulina (medicamento para diabéticos)
AGULHA INDICADA – 18 mm de comprimento por 0,4 mm de calibre
É aplicada na camada de gordura entre o músculo e a pele. Nessa região, os medicamentos são absorvidos de modo lento e constante. A quantidade absorvida é menor, de 0,5 a 2 ml
INTRAMUSCULAR
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Glúteos, deltoides e coxa
EXEMPLO – Benzetacil, antibiótico para tratar infecções
AGULHA INDICADA – 40 mm de comprimento por 0,9 mm de calibre
Profunda, a injeção atravessa toda a pele até chegar ao músculo. Por serem ricos em vasos sanguíneos, os músculos absorvem bem os líquidos injetados e suportam doses maiores, de até 5 ml
INTRAÓSSEA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Na medula óssea (tecido que preenche a cavidade interna de ossos como tíbia e fêmur)
EXEMPLO – Infusão de sangue e medicamentos como morfina e corticosteroides
AGULHA INDICADA – 36 mm de comprimento e 2,3 mm de calibre
Em paradas cardiorrespiratórias e situações que dificultem a injeção na veia, aplica-se o remédio dentro do osso com agulhas mais grossas
A dor da picada depende de três fatores principais: o calibre da agulha, a profundidade em que a injeção é aplicada e a substância contida na seringa. Em relação à profundidade e ao calibre, a regra é clara: quanto mais profunda e mais grossa a agulha, maior a dor. A temida Benzetacil combina todos os fatores: é um medicamento viscoso, aplicado dentro do músculo e com uma agulha de calibre relativamente grosso. Ai!.
Agulhas sob medida
Subcutânea (18 x 0,4 mm)
Intradérmica (10 x 0,45 mm)
Intravenosa (25 x 0,8 mm)
Intramuscular (40 x 0,9 mm)
Intra-articular (30 x 0,7 mm)
Intra-óssea (36 x 2,3 mm)
À flor da pele
Quanto mais profunda a injeção, maior o grito de “ai!” do paciente
INTRADÉRMICA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Antebraço
EXEMPLO – Testes de alergia ou vacina BCG
AGULHA INDICADA – 10 mm de comprimento por 0,45 mm de calibre
É a mais fácil de aplicar, já que a agulha só precisa chegar às camadas superficiais da pele, a epiderme e a derme. Os medicamentos têm que ser colocados em quantidades mínimas – em geral, 0,1 ml – e são pouco absorvidos pela corrente sanguínea
INTRAVENOSA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Antebraço e dorso da mão
EXEMPLO – Soro e antibióticos
AGULHA INDICADA – 25 mm de comprimento e 0,8 mm de calibre
É aplicada na veia e tem efeito imediato. Já que vai direto para o sangue, pode ser usada uma grande quantidade de líquido. Os medicamentos – principalmente antibióticos – costumam ser diluídos em soro para não irritar o local
INTRA-ARTICULAR
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Articulações como joelhos, cotovelos e punhos
EXEMPLO – Anestesias, anti-inflamatórios
AGULHA INDICADA – 30 mm de comprimento por 0,7 mm de calibre
Nas injeções deste tipo, as medicações são colocadas diretamente nas articulações. É bastante usada em operações que requerem anestesias locais
SUBCUTÂNEA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Deltoides, coxa, abdômen e glúteos
EXEMPLO – Insulina (medicamento para diabéticos)
AGULHA INDICADA – 18 mm de comprimento por 0,4 mm de calibre
É aplicada na camada de gordura entre o músculo e a pele. Nessa região, os medicamentos são absorvidos de modo lento e constante. A quantidade absorvida é menor, de 0,5 a 2 ml
INTRAMUSCULAR
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Glúteos, deltoides e coxa
EXEMPLO – Benzetacil, antibiótico para tratar infecções
AGULHA INDICADA – 40 mm de comprimento por 0,9 mm de calibre
Profunda, a injeção atravessa toda a pele até chegar ao músculo. Por serem ricos em vasos sanguíneos, os músculos absorvem bem os líquidos injetados e suportam doses maiores, de até 5 ml
INTRAÓSSEA
EXEMPLOS DE LOCAIS DE APLICAÇÃO – Na medula óssea (tecido que preenche a cavidade interna de ossos como tíbia e fêmur)
EXEMPLO – Infusão de sangue e medicamentos como morfina e corticosteroides
AGULHA INDICADA – 36 mm de comprimento e 2,3 mm de calibre
Em paradas cardiorrespiratórias e situações que dificultem a injeção na veia, aplica-se o remédio dentro do osso com agulhas mais grossas
Fogos de artifício
Como funcionam os fogos de artificio?
Os fogos de artificio funcionam com uma carga explosiva que é arremessada ao céu por um tubo de explosão. Dependendo do tipo de fogo de artifício, alguns detalhes variam. Nas bombas que só estouram e fazem barulho, como o rojão, esse tubo de explosão pode estar acoplado ao equipamento. Nas mais complexas, que formam diferentes desenhos, cores e até sons, as bombas são impulsionadas por morteiros – em grandes shows, eles são acionados por computador. As tonalidades que aparecem no céu são obtidas com diferentes produtos químicos misturados à pólvora: o cobre gera uma luz azul; o magnésio, prateada; o bário, verde; o lítio, vermelha. “Também se adiciona ferro ou alumínio para obter um efeito mais vivo”, afirma Omar Rodrigues, representante comercial que trabalha na área há mais de 20 anos.
Carreira meteórica
Ao explodir, carga de pólvora lança várias cápsulas ao céu para formar desenho
1. O fogo de artifício é uma carga explosiva arremessada no céu por um tubo de explosão, ou seja, um morteiro comum, carregado com pólvora. Em grandes shows de fogos, os morteiros são acionados a distância, por computador. No caso do rojão, claro, não há necessidade de morteiro – o próprio rojão, que tem formato de cano, arremessa os explosivos
2. As bombas que criam figuras, chamadas de orientais, têm uma carga de pólvora no centro e um suporte de papelão no mesmo formato do desenho final. No contorno desse suporte são coladas cápsulas, conhecidas como “estrelas” ou “baladas”, que levam, em seu interior, a mistura química que as transformarão em um ponto luminoso colorido da figura
3. Para explodir, a ignição começa pelo morteiro, passa pelo estopim e depois para a bomba. Ao estourar, a carga de pólvora lança as baladas com a mesma força, garantindo que repitam, no ar, a mesma figura que compunham no suporte de papelão. Elas só acendem depois de certa distância porque são revestidas por uma camada que demora para queimar
Efeito dominó
As bombas que estouram em fases têm estrutura parecida com as das desenhistas. A diferença é que, lá dentro, ela é dividida em compartimentos, que podem estar ligados a um único pavio (que aos poucos atinge cada seção); ou a vários individuais, de diferentes tamanhos (o que garante o timing de cada estrondo)
Apressadinho e barulhento
Os fogos de artificio que já sobem soltando brilho e faíscas não possuem a reserva de pólvora central presente nos que explodem só no alto. A carga de impulsão no solo já acende imediatamente o efeito. Alguns ainda assobiam: o som é provocado pela pressão do ar passando por um tubo furado acoplado à bomba
Segura esse rojão
Assim como na bomba de fases, em um rojão de 12 tiros cada explosivo tem sua própria divisória e seu próprio estopim. A bomba que vai estourar primeiro tem o pavio mais curto, e a última, o mais longo. Eles são acesos no momento de impulsão, quando há uma pequena descarga de pólvora no cano do rojão
Cor sim, cor não
Fazer uma explosão de luz que muda de tom é relativamente simples. Utilizam-se baladas dentro de baladas: um único estouro central lança as cápsulas de efeito e, quando elas entram em ignição, primeiro queimam a mistura química externa, gerando uma cor. Depois, incendeiam o núcleo, que tem outra tonalidade
• Cada cápsula tem uma camada externa de pólvora: quanto mais grossa a camada, maior a figura desenhada no céu
• Uma bomba esférica de 40 centímetros de diâmetro gera uma estrela de 60 metros no céu
• Quanto mais longo o estopim, maior a altitude atingida pela bomba
Bombardeio recorde
Maior explosão bombou mais de 56 mil rojões
Segundo o Guinness, o recorde da maior apresentação de fogos do mundo é de Roy Lowry, da Inglaterra, que coordenou a explosão de 56 645 rojões em menos de 60 segundos, em agosto de 2006.
Em 21 de agosto de 2009, houve uma nova tentativa de quebrar o recorde, com 110 mil bombas, em Dorset, na Inglaterra. Apesar do número significativo, o resultado foi sem graça: foram usados rojões de baixa altitude, durante apenas seis segundos. Parecia mais uma grande bola de luz do que exatamente um show de fogos. A equipe do Guinness ainda não deu seu parecer final para essa tentativa.
Os fogos de artificio funcionam com uma carga explosiva que é arremessada ao céu por um tubo de explosão. Dependendo do tipo de fogo de artifício, alguns detalhes variam. Nas bombas que só estouram e fazem barulho, como o rojão, esse tubo de explosão pode estar acoplado ao equipamento. Nas mais complexas, que formam diferentes desenhos, cores e até sons, as bombas são impulsionadas por morteiros – em grandes shows, eles são acionados por computador. As tonalidades que aparecem no céu são obtidas com diferentes produtos químicos misturados à pólvora: o cobre gera uma luz azul; o magnésio, prateada; o bário, verde; o lítio, vermelha. “Também se adiciona ferro ou alumínio para obter um efeito mais vivo”, afirma Omar Rodrigues, representante comercial que trabalha na área há mais de 20 anos.
Carreira meteórica
Ao explodir, carga de pólvora lança várias cápsulas ao céu para formar desenho
1. O fogo de artifício é uma carga explosiva arremessada no céu por um tubo de explosão, ou seja, um morteiro comum, carregado com pólvora. Em grandes shows de fogos, os morteiros são acionados a distância, por computador. No caso do rojão, claro, não há necessidade de morteiro – o próprio rojão, que tem formato de cano, arremessa os explosivos
2. As bombas que criam figuras, chamadas de orientais, têm uma carga de pólvora no centro e um suporte de papelão no mesmo formato do desenho final. No contorno desse suporte são coladas cápsulas, conhecidas como “estrelas” ou “baladas”, que levam, em seu interior, a mistura química que as transformarão em um ponto luminoso colorido da figura
3. Para explodir, a ignição começa pelo morteiro, passa pelo estopim e depois para a bomba. Ao estourar, a carga de pólvora lança as baladas com a mesma força, garantindo que repitam, no ar, a mesma figura que compunham no suporte de papelão. Elas só acendem depois de certa distância porque são revestidas por uma camada que demora para queimar
Efeito dominó
As bombas que estouram em fases têm estrutura parecida com as das desenhistas. A diferença é que, lá dentro, ela é dividida em compartimentos, que podem estar ligados a um único pavio (que aos poucos atinge cada seção); ou a vários individuais, de diferentes tamanhos (o que garante o timing de cada estrondo)
Apressadinho e barulhento
Os fogos de artificio que já sobem soltando brilho e faíscas não possuem a reserva de pólvora central presente nos que explodem só no alto. A carga de impulsão no solo já acende imediatamente o efeito. Alguns ainda assobiam: o som é provocado pela pressão do ar passando por um tubo furado acoplado à bomba
Segura esse rojão
Assim como na bomba de fases, em um rojão de 12 tiros cada explosivo tem sua própria divisória e seu próprio estopim. A bomba que vai estourar primeiro tem o pavio mais curto, e a última, o mais longo. Eles são acesos no momento de impulsão, quando há uma pequena descarga de pólvora no cano do rojão
Cor sim, cor não
Fazer uma explosão de luz que muda de tom é relativamente simples. Utilizam-se baladas dentro de baladas: um único estouro central lança as cápsulas de efeito e, quando elas entram em ignição, primeiro queimam a mistura química externa, gerando uma cor. Depois, incendeiam o núcleo, que tem outra tonalidade
• Cada cápsula tem uma camada externa de pólvora: quanto mais grossa a camada, maior a figura desenhada no céu
• Uma bomba esférica de 40 centímetros de diâmetro gera uma estrela de 60 metros no céu
• Quanto mais longo o estopim, maior a altitude atingida pela bomba
Bombardeio recorde
Maior explosão bombou mais de 56 mil rojões
Segundo o Guinness, o recorde da maior apresentação de fogos do mundo é de Roy Lowry, da Inglaterra, que coordenou a explosão de 56 645 rojões em menos de 60 segundos, em agosto de 2006.
Em 21 de agosto de 2009, houve uma nova tentativa de quebrar o recorde, com 110 mil bombas, em Dorset, na Inglaterra. Apesar do número significativo, o resultado foi sem graça: foram usados rojões de baixa altitude, durante apenas seis segundos. Parecia mais uma grande bola de luz do que exatamente um show de fogos. A equipe do Guinness ainda não deu seu parecer final para essa tentativa.
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